O QUE É UMA LOJA DE FUNERAL
A presente Peça de Arquitetura que elaborei, e está vinculada ao Tema Loja de Funeral, pode ser considerável sob alguns prismas:
1º - Loja de Funeral de Corpo Presente - Realizada em caráter extraordinário, motivada pelo falecimento de um Grão Mestre, de um Venerável Mestre ou de um Irmão com merecimento especial.
2º - Loja de Funeral ordinária - Constante da Agenda anual determinada pela Grande Loja. Por evidente, a explanação que segue será alicerçada na Loja de Funeral que deve ser realizada na primeira semana de novembro, respeitando a Agenda de cada Loja. Para este propósito, a abrangência se restringirá ao Rito Schröder, à GLMERGS e seu Ritual Especial. Todavia, não foram descuidadas peculiaridades profanas e da maçonaria universal, que utiliza símbolos para transmitir as intenções e conhecimentos em relação ao nosso derradeiro tempo neste Plano de Vida, de modo a estabelecer uma conexão da honra devida aos Irmãos que foram para o Oriente Eterno, com a lembrança da nossa própria morte. Essa singularidade da maçonaria e do Rito Schröder encoraja e estimula a confiança na alegria da imortalidade.
3º - Sentimentos - O Sentimento de Saudade pela partida dos Irmãos que foram chamados; as despedidas marcadas pelo Ritual de Passagem, têm o objetivo de homenagear o falecido e ajudar as pessoas enlutadas a lidar com a ausência. O Sentimento de gratidão pela sua fidelidade ao trabalho em nossa Obra. No Sentimento irradiado na Loja de Funeral encontramos consolo para a limitação da vida.
4º - Citação apócrifa - “A vida é uma jornada, e a morte é apenas uma mudança de paisagem”
5º - Presunção - Evidentemente esta Peça de Arquitetura não se propõe à descrição do Ritual de uma Loja de Funeral. Para esse desiderato compete a cada Irmão recorrer ao Livro Rituais Especiais; ler e reler para que, muito além de memorizar, encontre o entendimento e a razão do mesmo.
6º -
Fragmentos I - Se faz necessário destacar, do Ritual, isto que chamei de
Fragmentos. Diz o 1º Vigilante: Honrar a memória de nossos Irmãos que foram
para o Oriente Eterno. A Maçonaria não exalta a construção individual sem
motivação. Assim, decisivamente, não devemos nos abandonar, pelo contrário,
merecer a total confiança na alegria da imortalidade.
7º -
Fragmentos II - Considerando a nossa própria morte, quando passamos pelo
primeiro Portal, lembremos que na Iniciação foi necessário simbolicamente
morrermos em nossa vida profana, para renascermos como maçom.
8º -
Fragmentos III - Paradoxo - Sendo imortalidade um substantivo abstrato, é
mister trazermos para a concretude, ou materialidade, as ações de reais valores
na nossa vida terrena, pois triste será um sepulcro sem referências ou boas
lembranças.
9º
Conforme escreveu a psicóloga Jennifer Lisboa, a fase de transição entre a
ausência e o encontrar um novo sentido para a própria existência, consiste em
se adaptar à necessidade de uma nova realidade, viver o luto, e encontrar
forças para seguir em frente.
10º
- Arremate - Ao final de uma Loja de Funeral, o V.M. lembra: O objetivo foi
alcançado nas lembranças dos que partiram. Porém, não nos esqueçamos dos vivos
que ainda sofrem.
11º
- Mensagem Final - Primeiro verso da Oração de encerramento de Loja de Funeral:
“O Berço e o Túmulo têm estreita união”.
Porto Alegre, 26 de setembro de 2.024
Autor: Ir. Cláudio Pinto de Sá
- V.M. 2020/2021
ARLS Unidade, Justiça e Liberdade nº 274
Agradecimentos
Ven. Ir.
Victor Hugo Querubin - V.M. - pela sugestão do Título desta P.A.
Ven. Ir. David Lorenzo Sotolepe - Ex-V.M. - Por diversos artigos onde pude pesquisar
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