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terça-feira, 10 de setembro de 2024

Loja de Funeral

O QUE É UMA LOJA DE FUNERAL

A presente Peça de Arquitetura que elaborei, e está vinculada ao Tema Loja de Funeral, pode ser considerável sob alguns prismas: 

1º - Loja de Funeral de Corpo Presente - Realizada em caráter extraordinário, motivada pelo falecimento de um Grão Mestre, de um Venerável Mestre ou de um Irmão com merecimento especial.

2º - Loja de Funeral ordinária - Constante da Agenda anual determinada pela Grande Loja. Por evidente, a explanação que segue será alicerçada na Loja de Funeral que deve ser realizada na primeira semana de novembro, respeitando a Agenda de cada Loja.  Para este propósito, a abrangência se restringirá ao Rito Schröder, à GLMERGS e seu Ritual Especial. Todavia, não foram descuidadas peculiaridades profanas e da maçonaria universal, que utiliza símbolos para transmitir as intenções e conhecimentos em relação ao nosso derradeiro tempo neste Plano de Vida, de modo a estabelecer uma conexão da honra devida aos Irmãos que foram para o Oriente Eterno, com a lembrança da nossa própria morte. Essa singularidade da maçonaria e do Rito Schröder encoraja e estimula a confiança na alegria da imortalidade.

3º - Sentimentos - O Sentimento de Saudade pela partida dos Irmãos que foram chamados; as despedidas marcadas pelo Ritual de Passagem, têm o objetivo de homenagear o falecido e ajudar as pessoas enlutadas a lidar com a ausência. O Sentimento de gratidão pela sua fidelidade ao trabalho em nossa Obra. No Sentimento irradiado na Loja de Funeral encontramos consolo para a limitação da vida. 

4º - Citação apócrifa - “A vida é uma jornada, e a morte é apenas uma mudança de paisagem”

5º - Presunção - Evidentemente esta Peça de Arquitetura não se propõe à descrição do Ritual de uma Loja de Funeral. Para esse desiderato compete a cada Irmão recorrer ao Livro Rituais Especiais; ler e reler para que, muito além de memorizar, encontre o entendimento e a razão do mesmo.

6º - Fragmentos I - Se faz necessário destacar, do Ritual, isto que chamei de Fragmentos. Diz o 1º Vigilante: Honrar a memória de nossos Irmãos que foram para o Oriente Eterno. A Maçonaria não exalta a construção individual sem motivação. Assim, decisivamente, não devemos nos abandonar, pelo contrário, merecer a total confiança na alegria da imortalidade.

7º - Fragmentos II - Considerando a nossa própria morte, quando passamos pelo primeiro Portal, lembremos que na Iniciação foi necessário simbolicamente morrermos em nossa vida profana, para renascermos como maçom.

8º - Fragmentos III - Paradoxo - Sendo imortalidade um substantivo abstrato, é mister trazermos para a concretude, ou materialidade, as ações de reais valores na nossa vida terrena, pois triste será um sepulcro sem referências ou boas lembranças.

9º Conforme escreveu a psicóloga Jennifer Lisboa, a fase de transição entre a ausência e o encontrar um novo sentido para a própria existência, consiste em se adaptar à necessidade de uma nova realidade, viver o luto, e encontrar forças para seguir em frente.

10º - Arremate - Ao final de uma Loja de Funeral, o V.M. lembra: O objetivo foi alcançado nas lembranças dos que partiram. Porém, não nos esqueçamos dos vivos que ainda sofrem.

11º - Mensagem Final - Primeiro verso da Oração de encerramento de Loja de Funeral: “O Berço e o Túmulo têm estreita união”.


Porto Alegre, 26 de setembro de 2.024

Autor: Ir. Cláudio Pinto de Sá - V.M. 2020/2021

ARLS Unidade, Justiça e Liberdade nº 274

Agradecimentos

Ven. Ir. Victor Hugo Querubin - V.M. - pela sugestão do Título desta P.A.

Ven. Ir. David Lorenzo Sotolepe - Ex-V.M. - Por diversos artigos onde pude pesquisar

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