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segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Ritual

A IMPORTÂNCIA DE LER O RITUAL

A leitura estimula o raciocínio, melhora o vocabulário, aprimora a capacidade interpretativa, além de proporcionar ao leitor um conhecimento amplo e diversificado sobre vários assuntos. Ler desenvolve a criatividade, a imaginação, a comunicação, o senso crítico, e amplia a habilidade na escrita.

Pretensiosamente tracei a abertura desta Peça de Arquitetura numa linhagem que vem dos limites da pré-história, destacando  algumas mutações, até chegar na fundamentação gerada pelo Título, ou seja, A Importância de Ler o Ritual.

As pessoas que conseguem ler regularmente descobrem e passam a vivenciar um hábito extremamente prazeroso. Some-se a isso a lista de benefícios à saúde que trazem embutidos, tendo o cérebro como o órgão mais exercitado, do que nossos Irmãos médicos tem  fundamentos específicos com parâmetros que tais. Ao lermos repetidamente, novas palavras serão incluídas em nosso vocabulário. Portanto, vale a pena ser  incorporado em nossa rotina.

Relembro um excerto do Livro O Maior Vendedor do Mundo, de Og Mandino. Todos nós somos vassalos de algum tirano. E, o pior dos tiranos é o hábito. Por, supostamente, ou na maioria dos casos, possuirmos inteligência e discernimento, podemos escolher um dos dois hábitos que esse tirano nos oferece: o hábito bom ou o hábito ruim. LER é um hábito BOM. Compete a cada um, no caso presente dos Irmãos da Fraternidade, escolher e praticar. As consequências são óbvias. E, dentro da presente temática, LER O RITUAL.

A escrita, que proporcionou e propulsou a leitura, de certa forma, acompanha a História em suas civilizações.

Destaquei cinco grandes marcos, ou referências, apenas para situar um certo tempo e, por que não, numa espécie de cronologia. Não é sem razão que a pré-história vem dos tempos primórdios até o surgimento de alguma escrita e, em consequência, da leitura daí advinda.

1 - A Necessidade Econômica – Aproximadamente 3500 a.C. É atribuído aos Sumérios, na Mesopotâmia, a criação dos primeiros livros, escritos em tabletes de argila. Lendas, assuntos administrativos, religiosos e até poesia.

2 - Os Escribas – Aproximadamente 3000 a.C.

No Egito o papel do Escriba era muito valorizado; o Deus Thoth, Deus do conhecimento, era o representante dos Escribas. Hierarquicamente, ficavam abaixo do Faraó e dos Sacerdotes. Há historiadores que comparam a atividade de um Escriba ao que hoje chamamos de cartório.

3 - O Código de Hammurabi – Aproximadamente 1772 a.C.

O código de Hammurabi, por exemplo, é um dos mais antigos registos da escrita utilizada para formalizar a lei. Era talhado numa rocha de cerca de dois metros e ficava exposto em local público descrevendo as 282 leis que regiam a Mesopotâmia unificada. A conhecida descrição “olho por olho, dente por dente” não está talhada no Código.

4 - A Pedra de Roseta – Aproximadamente 196 a.C.

Uma das pedras mais famosas do mundo no entendimento da História do Egito antigo. Atualmente está exposta num museu britânico.

5 - A Prensa de Gutenberg (um impulso na história da leitura) – Aproximadamente 1440

A divulgação dos livros sofreu um salto qualitativo, o que permitiu a disseminação e o acesso ao conhecimento.

Breve crítica: são quase 600 anos de Gutemberg até nossos dias. E aquela prensa foi criada antes do Descobrimento do Brasil.

Disseminação e acesso ao conhecimento é balela de alguns historiadores, de outros tantos políticos e está presente em muitas Instituições. E respinga na maçonaria.

Escrito esse prólogo, adentro ao Tema em si. Tudo está no Ritual é uma expressão largamente utilizada. Colhe-se a qualquer instante, ou em qualquer página, algum ensinamento. E não há um necessário cronograma ou cronologia para florescer, ou se reafirme, um conceito ou aprendizado, independente do Grau do Irmão que o está usufruindo, ou lendo. Observemos esta citação contida no Ritual: O Aprendiz deverá aprender a pensar e agir como Maçom.

Utilizada como alicerce, o Irmão construirá com solidez seu Templo interno. A interpretação do Ritual, aplicável igualmente às Peças de Arquitetura, aos Trabalhos e às Instruções, deve, preferencialmente, ser concluída com observação pessoal e que exprima a opinião do autor, o qual estará, deste modo, contribuindo para o enriquecimento tanto do seu raciocínio como dos seus Irmãos. Tendo em vista a Maçonaria, por adotar  uma linguagem simbólica para se comunicar, mister se faz o exercício da compreensão, da análise e da perspectiva de um aproveitamento, quer individual, quer coletivo. Consequentemente o todo se aperfeiçoa, desfruta e enriquece.

Outra expressão que se ouve aqui e acolá: O Irmão entrou na maçonaria, mas a maçonaria não entrou no Irmão. Objeto direto da presente Peça de Arquitetura.

Ao encaminhar o final, e tomando o Ritual do Aprendiz Maçom, da GLMERGS, colhi inúmeros títulos que conduzem a leitura do mesmo; alguns dignos de Trabalhos, Peças de Arquitetura e Instruções. Cito alguns: Índice/Apêndice - Apresentação - Prefácio para a Edição de 1.960 -  Introdução - Decoração da loja de Aprendiz - Joias e Tratamentos - Sala de Preparação - Câmara Escura - Escrutínio - Exame para Irmão Visitante - Recepção do Irmão Visitante Em Loja Aberta - Entrada de um Irmão em Loja Aberta - Abertura da Loja de Aprendiz - Colocar a Loja em Descanso - Enceramento da Loja - Preparativos para a Iniciação - Declaração - A Iniciação - Explanação Sobre a Iniciação - Deveres e Direito do Aprendiz - Catecismo do Aprendiz - Regularização - Filiação - Sessão Administrativa - Noite de Convidados - Herança Maçônica - Salas da Oficina - Planta do  Templo - Tapete de Trabalho - Posição das Pequenas Luzes e Modo de  Abrir e Fechar o Tapete – Vestuário Maçônico - Administração da Loja - Atribuição dos Oficiais – Cerimônia Entrada do Grão Mestre em Loja do Rito Schröder - Anotações - Execução do Ritual.

Enfim, que O GADU nos conceda Luz e estímulo para sermos vassalos do Hábito bom, no caso, A IMPORTÂNCIA DE LER O RITUAL.

PESQUISAS:

Questão de Instrução - Ven. Ir. Hans Adolf Ruy Sailer

Ritual do Aprendiz Maçom - GLMERGS

Recortes da Internet

Enviado por: Ex.VM. Claudio Pinto de Sá

Loja: Unidade Justiça e Liberdade, 274 GLRGS.

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