As obrigações de um Maçom
Enviado por Alessandro Lucas Souza
As obrigações de um Maçom (Old
Charges) são um conjunto de regras, deveres e obrigações morais atribuídas aos
primeiros pedreiros livres em Inglaterra. Qualquer pessoa que desejasse
trabalhar no sector e aderir a uma Loja local desta guilda tinha de jurar e
cumprir estas regras. Ao longo dos séculos, à medida que a sociedade foi mudando
e a importância destes trabalhadores da pedra foi diminuindo, outros juntaram
se a estes grupos locais, não para trabalhar a pedra, mas para tirar partido da
sua aprendizagem avançada, da sua liberdade de reunião e para explorar as sete
Artes e Ciências Liberais. Eventualmente, os pedreiros operativos foram
substituídos por homens que nunca tocaram na pedra, estes, a que hoje chamamos
pedreiros especulativos, maçons. Para integrarem as Lojas, como eram chamados
os grupos locais de trabalhadores da pedra, tinham de jurar o mesmo conjunto de
regras, ou encargos, que os pedreiros operativos. Em parte, por uma questão de
tradição, e também por causa do seu valor moral, ainda temos estes antigos
encargos como parte integrante da nossa organização maçónica moderna. Citando
W. J. Hughan, no seu livro de 1895 “The old Charges of British Freemasons”
“Em última análise, as “Antigas Obrigações” do princípio ao fim tornaram-se obsoletas, e foram apenas preservadas como objectos de curiosidade, copiadas para exibir os costumes antigos, e aceites simplesmente como contendo os Regulamentos da Irmandade, quando principalmente, se não exclusivamente, operativa. Enquanto a Fraternidade durar, elas devem ser reverenciadas, estudadas e seguidas em espírito, tanto quanto possível.” Apesar da sua origem medieval, as “Antigas Obrigações” continuam a ser uma referência essencial para a Maçonaria moderna. Elas fornecem um arcabouço moral e disciplinar que norteia os maçons na busca pelo aperfeiçoamento pessoal e pelo bem-estar colectivo. Assim, as “Old Charges” representam não apenas um código de conduta, mas também um vínculo entre o passado e o presente da Tradição Maçónica.
A passagem dos “Old Charges”, à
Constituição de Anderson, representa a evolução da Maçonaria de uma tradição
operativa para um sistema filosófico e fraternal, especulativo. Este marco
histórico possibilitou a sobrevivência e a relevância da Ordem até os dias de
hoje. Estes princípios éticos deixaram de reger apenas o trabalho nas pedras
para reger a construção interior de cada pedreiro/Maçom. A prática
maçónica moderna continua a refletir esses antigos ensinamentos, procurando
lapidar o homem como uma pedra bruta que aspira à perfeição. Hoje, a Maçonaria
não constrói apenas edifícios físicos, mas trabalha a construção do carácter
dos seus membros, usando alegorias e rituais baseados nessas mesmas tradições
antigas. As Old Charges Foram estruturadas — combinando invocação religiosa,
lenda histórica, deveres morais e regras práticas — porque refletiam as
necessidades reais das corporações de pedreiros medievais e a visão de mundo da
época.
No contexto medieval, a
religião era o fundamento de toda a vida social e profissional, por isso as Old
Charges começam sempre por invocar Deus e ordenar a obediência à fé cristã.
Segue-se uma lenda mítica sobre a origem do ofício, que servia para reforçar a
identidade, a dignidade e o prestígio dos maçons. Depois, vêm as normas de
conduta moral e civil, essenciais para garantir a confiança e a boa reputação
das corporações perante a sociedade. Por fim, estabelecem-se regras práticas
sobre o funcionamento das Lojas, a formação de aprendizes, o comportamento dos
companheiros e mestres, e a organização do trabalho. Esta estrutura refletia
uma necessidade prática (regular a profissão), uma exigência moral (manter a
honra do ofício) e uma inspiração simbólica (afirmar a tradição
e a ligação divina da arte de construir), combinando o útil, o ético e o
espiritual num só corpo de leis.
As Old Charges são as raízes
vivas que alimentam a Constituição de Anderson, pois nelas encontramos o
fundamento histórico, moral e organizacional da Maçonaria. Estes antigos
manuscritos, que durante séculos regularam a vida das corporações de pedreiros,
transmitiram à Maçonaria especulativa uma herança feita de fé em Deus, respeito
à autoridade civil, elevado padrão de conduta moral e rigorosa organização 2/28
interna.
A Constituição de Anderson,
publicada em 1723, não rompe com essa tradição, mas antes a adapta ao espírito
iluminista, reinterpretando as velhas obrigações num contexto mais universal,
racional e filosófico. Assim, mesmo modernizada, a Maçonaria preserva nas suas
bases o espírito e os valores das Old Charges, que continuam a nutrir a Ordem
com a força viva das suas origens.
Old Charges vs. Constituição
de Anderson (1723) Elemento Old Charges Constituição de Anderson Espírito Geral
Tradicional, religioso e operativo. Racional, universalista e especulativo.
Deus e Religião Fidelidade à fé cristã e à Igreja. Crença num “Grande
Arquitecto do Universo”; liberdade religiosa limitada pela Moral Natural.
História do Ofício Mitos da origem da Maçonaria (Adão, Noé, Nimrod, Salomão).
História racionalizada da Maçonaria, eliminando elementos fabulosos. Lealdade
ao Estado Obediência estrita ao Rei e à lei civil. Continua a obrigação de ser
um bom cidadão, mas sem submissão cega.
Organização das Lojas Regras
para Assembleias locais e gestão de mestres e companheiros. Estrutura
formalizada de Lojas subordinadas a uma Grande Loja.
Hierarquia Mestres,
Companheiros, Aprendizes — focados no trabalho de construção. Hierarquia
simbólica para o desenvolvimento moral e espiritual. Conduta dos Maçons Dever
de honestidade, discrição e fraternidade no trabalho e na vida. Amplia-se para
deveres dentro da Loja, fora dela, em sociedade e em viagens. Relação com a
Política Não se envolver em conspirações contra o Rei. Neutralidade política
total: maçons não discutem política ou religião nas Lojas.
Finalidade do Ofício Construir
boas obras e servir a sociedade. “Construção interna” do carácter humano, a
perfeição moral e espiritual. Tom do Texto Prático,
tradicional e religioso. Resumo Interpretativo Filosófico, ético e jurídico,
mais adaptado ao Iluminismo. Continuidade: A Constituição de Anderson mantém o
esqueleto ético e organizativo das Old Charges — crença em Deus, obediência
civil, hierarquia e conduta moral.
3/28 Transformação: Anderson
adapta tudo isso ao pensamento iluminista: tira o peso dogmático religioso,
racionaliza a história e amplia a Maçonaria para incluir homens de várias
religiões e culturas. Evolução da Maçonaria: Das guildas de operários (Old Charges)
Para uma sociedade filosófica e moral (Constituição de Anderson). Desconstrução
das Old Charges Análise à mensagem de cada um dos itens, entender o que
representam e como se formaram, além de questionar os seus elementos à luz da
história e da filosofia. Ao desconstruí-las, verificamos que são, ao mesmo
tempo, um ato de fé e um ato de inteligência prática — protegendo o maçom
(operativo) tanto no plano espiritual quanto no social e económico.
1 – De Deus e da Religião A
relação entre a Maçonaria e a religião é um dos temas centrais das Old Charges.
Estes documentos refletiam o contexto medieval e renascentista, no qual a
sociedade estava profundamente ligada à fé cristã.
1.1 – Obrigação Religiosa As
Old Charges exigiam que os maçons fossem fiéis a Deus e à Igreja. O Maçom tem
que: Crer num Deus verdadeiro e viver de acordo com os princípios religiosos.
Ser um homem de bem, afastando-se de heresias e crenças contrárias à fé
dominante.
1.2 – Tolerância e Evolução do
Pensamento Nos manuscritos mais antigos, a Maçonaria era estritamente cristã.
Com o passar do tempo, especialmente com a Constituição de Anderson (1723), a
Maçonaria tornou-se mais tolerante, permitindo que qualquer homem que
acreditasse em um Ser Supremo pudesse ser aceito, independentemente da
denominação religiosa.
1.3 – Afastamento de Debates
Religiosos As Old Charges já aconselhavam os maçons a evitarem discussões
religiosas dentro das Lojas para manter a harmonia. Esse princípio
consolidou-se na Maçonaria moderna, onde as Lojas aceitam homens de diferentes
fés, desde que creiam num princípio superior.
Conclusão 4/28 O princípio de
Deus e da Religião nas Old Charges enfatizava a necessidade da crença e
respeito à fé, mas também plantou as sementes da tolerância religiosa, que mais
tarde se tornaria num dos pilares da Maçonaria especulativa.
2 – Do Poder Político e da
Autoridade Civil As Old Charges estabelecem claramente a relação dos maçons com
o poder político e a autoridade civil, orientando-os a serem cidadãos leais e
exemplares. Estes princípios foram fundamentais para moldar a identidade da
Maçonaria especulativa e a sua postura em relação ao Estado e à política.
2.1 – Obediência e Lealdade ao
Governo Os manuscritos maçónicos mais antigos determinavam que os maçons
deveriam: Ser fiéis ao ‘rei’, (ao Presidente) e às leis do país onde residiam.
Evitar qualquer forma de conspiração ou rebelião contra as autoridades legítimas.
Respeitar a ordem social, garantindo que as suas ações contribuíssem para a paz
e o bem-estar geral. Exemplo disso pode ser encontrado no Manuscrito Regius (c.
1390), que enfatiza a necessidade de servir lealmente ao ‘monarca’ e seguir as
suas leis.
2.2 – Neutralidade Política As Old Charges
aconselhavam os maçons a não se envolverem em disputas políticas/partidárias
dentro das Lojas. Essa recomendação visava preservar a harmonia entre os
irmãos, independentemente das suas opiniões políticas/partidárias. Esse
princípio foi reforçado na Constituição de Anderson (1723), que proibiu
explicitamente debates políticos/partidários dentro da Maçonaria.
2.3 – Compromisso com a
Justiça e a Ordem Embora os maçons sejam instruídos a serem leais ao governo,
as Old Charges também enfatizavam a importância da justiça. Ou seja: A
autoridade civil deve ser respeitada, mas não idolatrada. Caso um governo se
tornasse tirânico ou injusto, os maçons têm o dever de agir com prudência e
dentro da legalidade para buscar melhorias na sociedade.
2.4 – Evolução do Conceito no
Tempo No período das monarquias absolutistas, a Maçonaria manteve uma postura
discreta e obediente ao poder político. Com o Iluminismo, muitos maçons
passaram a defender valores democráticos, como a liberdade e os direitos individuais.
5/28 Atualmente, a Maçonaria incentiva uma cidadania ativa, mas sem vinculação direta
a partidos políticos ou ideologias. Conclusão As Old Charges estabeleceram um
equilíbrio entre o respeito à autoridade civil e a procura por um governo justo
e estável. Esta tradição continua até hoje, garantindo que a Maçonaria
permanece uma instituição politicamente neutral, mas comprometida com os
valores de justiça, ordem e progresso.
3 – As Lojas As Old Charges
(Antigas Obrigações) estabelecem diretrizes fundamentais sobre o funcionamento
das Lojas Maçónicas, na sua organização e nos deveres dos irmãos dentro delas.
Estes documentos serviram como base para a estrutura que a Maçonaria
especulativa adoptaria posteriormente.
3.1 – Definição e Propósito
das Lojas Nas Old Charges, as Lojas eram locais de reunião para os maçons
operativos, onde: Os membros aprendiam e praticavam a arte da construção. Eram
transmitidos conhecimentos técnicos e simbólicos. Reinava um ambiente de fraternidade,
respeito e segredo. Com a transição para a Maçonaria Especulativa, as Lojas
passaram a ser espaços de desenvolvimento moral e filosófico, onde os maçons
estudam os princípios universais e aprimoram o seu carácter.
3.2 – Estrutura e Organização
As Old Charges estabeleceram regras para o funcionamento das Lojas, incluindo:
A Autoridade do Mestre da Loja O Mestre da Loja era a figura central da Loja,
responsável por manter a ordem e instruir os aprendizes. Devia ser escolhido
entre os membros mais experientes e respeitados. Hierarquia e Deveres Mestres:
Responsáveis pelo ensino e pela administração da Loja. Companheiros:
Trabalhavam na construção e aprendiam os segredos do ofício. Aprendizes:
Iniciados preparavam os materiais para a construção e deviam demonstrar
lealdade e disciplina. Reuniões e Rituais As Lojas reuniam-se regularmente para
discutir questões do ofício. Havia rituais de iniciação e progressão dentro da
hierarquia maçónica.
3.3 – Regras de Conduta Dentro
das Lojas 6/28 As Old Charges determinavam normas de comportamento para
garantir a harmonia nas reuniões: Respeito e Fraternidade Os membros deviam
tratar-se com cortesia, evitando conflitos e discussões desnecessárias. Evitar
Discussões Religiosas e Políticas Para preservar a união entre os irmãos, esses
temas eram proibidos dentro da Loja. Sigilo e Discrição Os maçons tinham a
obrigação de manter em segredo os assuntos discutidos nas reuniões.
3.4 – Evolução das Lojas no
Tempo Com a fundação da Grande Loja de Londres (1717), as Lojas começaram a
operar sob uma estrutura mais organizada, seguindo as diretrizes da
Constituição de Anderson (1723). A partir desse momento, as Lojas Maçónicas
tornaram-se instituições dedicadas ao desenvolvimento moral e filosófico dos
seus membros. Conclusão As Lojas Maçónicas são a base da Maçonaria e tiveram as
suas primeiras diretrizes estabelecidas nas Old Charges. Com o tempo, essas
regras foram adaptadas, tornando as Lojas espaços não apenas de aprendizagem,
mas de aperfeiçoamento espiritual e fraternal.
4 – Dos Mestres, Vigilantes,
Companheiros e Aprendizes As Old Charges estabelecem a estrutura hierárquica
dentro das Lojas, garantindo ordem e disciplina entre os seus membros. Estes
documentos descrevem os papéis e a responsabilidades de cada um dos graus
dentro da Maçonaria Operativa, e que mais tarde foram adaptados à Maçonaria
Especulativa.
4.1 – O Mestre da Loja O
Mestre era a figura de maior autoridade dentro da Loja e tinha as seguintes
responsabilidades: Supervisão Geral: Administrava os trabalhos e resolvia
disputas entre os irmãos. Ensino: Era responsável por transmitir os conhecimentos
do ofício aos aprendizes e companheiros. Justiça e Disciplina: Garantia que
todos seguissem as regras e mantinha a harmonia na Loja. Relação com a
Autoridade Civil: Nas guildas operativas, era ele que representava a Loja
perante o rei ou autoridades locais. 7/28 Com a transição para a Maçonaria
Especulativa, o Mestre passou a ser a liderança espiritual e filosófica da
Loja, orientando os irmãos na busca pelo aperfeiçoamento moral.
4.2 – Os Vigilantes Os Vigilantes eram os
auxiliares do Mestre e tinham a função de supervisionar o trabalho dos maçons.
Primeiro Vigilante: Responsável pela preparação dos Companheiros. Segundo
Vigilante: Cuidava dos Aprendizes, garantindo que cumpriam os seus deveres e
apreendiam os ensinamentos da Ordem. Na Maçonaria moderna, os Vigilantes ainda
hoje desempenham um papel essencial na formação dos irmãos e na manutenção da
ordem nas reuniões.
4.3 – Os Mestres Os Mestres
ocupavam a posição mais elevada dentro da estrutura maçónica operativa, sendo
responsáveis por garantir a qualidade do trabalho, a transmissão do
conhecimento e a disciplina dentro da Loja.
4.3.1 – O Papel dos Mestres na
Maçonaria Operativa Nas guildas de pedreiros medievais, o título de Mestre não
era apenas um grau honorífico, mas uma posição de responsabilidade e liderança.
As Old Charges estabeleciam que um Mestre deveria: Supervisionar a obra:
Garantindo que o projeto era executado corretamente e com perfeição técnica.
Administrar os trabalhadores: Distribuir as tarefas entre os Companheiros e
Aprendizes. Manter a disciplina: Resolver disputas e assegurar que todos
cumpriam as regras. Ensinar os segredos do ofício: Somente os Mestres conheciam
todas as técnicas e simbologias da construção. Representar a guilda: O Mestre
respondia às autoridades civis e negociava contratos. Apenas um Companheiro
altamente qualificado poderia ser elevado a Mestre, e isso geralmente acontecia
após muitos anos de aprendizagem e dedicação.
4.3.2 – Deveres e Conduta dos
Mestres As Old Charges determinavam que um Mestre deveria seguir uma conduta
irrepreensível: Ser justo e imparcial ao tomar decisões. Tratar os seus irmãos
com respeito e dignidade. 8/28 Evitar a ganância e a corrupção, cobrando um
preço justo pelos trabalhos. Manter segredo sobre os mistérios da arte e só os
transmitir a maçons dignos. Quando um Mestre falhasse nos seus deveres, poderia
ser punido e até mesmo expulso da guilda.
4.3.3 – O Mestre na Maçonaria
Especulativa Com a transição da Maçonaria Operativa para a Maçonaria
Especulativa, a função do Mestre passou a ser mais simbólica. O grau de Mestre
foi formalizado como o mais alto da Maçonaria simbólica. O Mestre tornou-se o
guardião dos ensinamentos esotéricos da Ordem. A lenda de Hiram Abiff foi
incorporada como um símbolo de sabedoria, sacrifício e imortalidade. Assim, o
papel do Mestre evoluiu de um construtor literal para um construtor espiritual
e moral. Os Mestres, desde as Old Charges, sempre tiveram um papel fundamental
dentro da Maçonaria. Eles garantiam a qualidade da obra, a disciplina da Loja e
a transmissão do conhecimento. Com o tempo, essa função tornou-se mais
simbólica, representando o aperfeiçoamento espiritual e a busca pela sabedoria.
4.4 – Os Companheiros Os
Companheiros representavam o grau intermediário dentro da Maçonaria Operativa e
tinham as seguintes funções: Aplicação Prática: Eram responsáveis por trabalhos
mais complexos na construção. Aprendizagem Avançada: Continuavam estudando os
segredos do ofício, preparando-se para se tornarem Mestres. Apoio aos
Aprendizes: Ajudavam os iniciados a desenvolverem as suas aptidões. Com a
transição para a Maçonaria Especulativa, o grau de Companheiro passou a
simbolizar o aprofundamento no conhecimento filosófico e a busca pelo
autodesenvolvimento.
4.5 – Os Aprendizes Os
Aprendizes eram os mais novos na arte da construção e tinham um papel
fundamental: Obediência e Disciplina: Dever de respeitar os Mestres e
Companheiros, ouvindo atentamente os seus ensinamentos. Trabalho Básico:
Executavam tarefas simples para desenvolver habilidades fundamentais. 9/28
Silêncio e Reflexão: Deveriam aprender mais ouvindo do que falando, assimilando
os princípios do ofício. Na Maçonaria Especulativa, o grau de Aprendiz
simboliza o começo da jornada maçónica, representando a necessidade de trabalho
interior, humildade e aprendizagem constante. Conclusão A hierarquia descrita
nas Old Charges garantiu a estrutura orgânica da Maçonaria desde as suas
origens operativas até à sua evolução especulativa. O modelo de Mestre, Vigilantes,
Companheiros e Aprendizes continua sendo essencial, refletindo a importância da
liderança, da aprendizagem e do aperfeiçoamento contínuo dentro da Ordem.
5 – Da Gestão do Ofício no
Trabalho As Old Charges estabeleciam um sistema rigoroso de gestão do ofício
para garantir que as construções fossem bem executadas e que houvesse ordem
entre os trabalhadores. Este modelo organizacional foi essencial na Maçonaria
Operativa e influenciou profundamente a estrutura da Maçonaria Especulativa.
5.1 – Estrutura Hierárquica da
Gestão do Trabalho A administração do ofício seguia uma hierarquia bem
definida, onde cada membro desempenhava um papel específico:
5.1.1 – Mestre da Obra
Responsável pelo planeamento geral e pela execução da construção.
Supervisionava o avanço da obra e corrigia os erros. Garantia que os trabalhos
estavam dentro das instruções do arquiteto ou do contratante.
5.1.2 – Mestres e Vigilantes
Coordenavam equipes menores, distribuindo tarefas. Garantiam a disciplina e a
qualidade do trabalho. Avaliavam o progresso dos Aprendizes e Companheiros.
5.1.3 – Companheiros
Executavam trabalhos especializados, como escultura e ornamentação. Eram
responsáveis por garantir a precisão das medidas e cortes. Treinavam os
Aprendizes e os auxiliavam nas tarefas básicas.
5.1.4 – Aprendizes Realizavam
tarefas auxiliares, como carregar materiais e preparar ferramentas. 10/28
Observavam e aprendiam com os Companheiros e Mestres. Após um período de
aprendizagem, podiam ser elevados a Companheiros. Esta organização garantiu que
grandes obras, como catedrais e castelos medievais, fossem erguidas com
precisão e qualidade.
5.2 – Regras para a Disciplina
no Trabalho As Old Charges impunham regras rigorosas para manter a ordem e o
respeito durante os trabalhos: Todos deveriam obedecer às ordens do Mestre sem
questionamentos desnecessários. Era proibido faltar sem justificativa ou
abandonar o trabalho antes do horário. Discussões e rivalidades entre os maçons
não eram toleradas dentro da obra. A qualidade do trabalho era prioridade: quem
cometesse erros graves poderia ser punido ou expulso da guilda. O objetivo
dessas regras era garantir que a construção acontecesse sem atrasos e que a
reputação da guilda fosse preservada.
5.3 – Uso das Ferramentas e
Conhecimento Técnico A gestão do ofício também envolvia um conhecimento
profundo das ferramentas e das técnicas de construção: O Esquadro e o Compasso
eram essenciais para garantir a precisão das medidas. O Prumo e o Nível asseguravam
que as estruturas ficassem perfeitamente alinhadas. A Régua era usada para
calcular proporções e delinear cortes. Estas ferramentas, que originalmente
tinham um uso técnico, foram transformadas em símbolos filosóficos na Maçonaria
Especulativa, representando retidão moral, equilíbrio e justiça.
5.4 – Sigilo e Preservação do
Conhecimento Um dos aspectos mais importantes da gestão do ofício era o sigilo
sobre as técnicas de construção: Os segredos da arte eram transmitidos apenas
entre maçons qualificados. Nenhum Maçom podia ensinar a um profano sem
autorização da Loja. Eram usados sinais e palavras secretas para que os maçons
se reconhecessem entre si. Este sistema de sigilo protegia a profissão e
garantia que apenas os mais dedicados pudessem avançar dentro da hierarquia
maçónica. 11/28
5.5 – Influência na Maçonaria
Especulativa Com o surgimento da Maçonaria Especulativa, a gestão do ofício
passou a ser entendida de forma simbólica: A obra material foi substituída pelo
aprimoramento espiritual e moral. O conceito de trabalho passou a representar o
esforço para se tornar um homem melhor. A hierarquia da obra foi transformada
na estrutura ritualística da Loja Maçónica. Ainda hoje, as reuniões maçónicas
são chamadas de “trabalhos”, e a organização interna das Lojas segue os mesmos
princípios da gestão operativa. Conclusão A gestão do ofício durante os
trabalhos, conforme descrita nas Old Charges, foi essencial para a Maçonaria
Operativa e influenciou diretamente a Maçonaria Especulativa. O modelo de
hierarquia, disciplina, conhecimento técnico e sigilo garantiu a excelência das
construções medievais e serviu de base para os ensinamentos filosóficos da
Maçonaria moderna.
6 – A Conduta A conduta
maçónica é o conjunto de atitudes, comportamentos e valores que um Maçom deve
praticar tanto dentro quanto fora da Loja. É orientada por princípios éticos
universais — como a retidão, a honestidade, a tolerância e a fraternidade — e
visa o aperfeiçoamento contínuo do indivíduo e da sociedade. A conduta maçónica
é a arte de viver com honra, servir com humildade e construir o bem
silenciosamente.
6.1 – Na Loja Enquanto
Constituída As Old Charges estabeleciam regras rigorosas para a conduta dos
maçons dentro da Loja enquanto esta estivesse regularmente constituída. Estas
normas garantiam a ordem, a disciplina e a harmonia entre os irmãos, refletindo
os princípios fundamentais da Maçonaria Operativa e, posteriormente, da
Maçonaria Especulativa.
6.1.1 – No Trabalho Os maçons
deviam demonstrar disciplina, respeito e dedicação ao ofício. Pontualidade:
Chegar no horário e cumprir as tarefas sem atrasos. Obediência à Hierarquia: Os
Aprendizes respeitavam os Companheiros, que, por sua vez, devem acatamento aos
Mestres. Evitar Disputas: Brigas e desentendimentos entre irmãos eram
proibidos. Honestidade: O Maçom não podia roubar, enganar ou desperdiçar
materiais da obra. 12/28 Esses princípios refletiam o compromisso com a
qualidade e integridade do trabalho, fundamentais na Maçonaria Operativa.
6.1.2 – O Comportamento
Durante os Trabalhos Enquanto a Loja estivesse regularmente constituída, os
maçons deveriam manter uma conduta exemplar: Silêncio e Atenção: Nenhum irmão
deveria falar sem permissão ou interromper os trabalhos. Ordem e Disciplina:
Cada membro devia ocupar o seu lugar e desempenhar as suas funções corretamente.
Evitar Assuntos Profanos: Conversas sobre política, religião ou negócios
pessoais eram desencorajadas para evitar divisões. Uso Moderado do Vinho:
Embora algumas reuniões incluíssem confraternizações, o excesso era condenado.
A Loja era um espaço de aprendizagem e aprimoramento, e qualquer comportamento
que desviasse desse propósito era considerado inaceitável.
6.1.3 – O Sigilo dos Assuntos
Tratados Uma das obrigações mais importantes de um Maçom era guardar segredo
sobre os trabalhos da Loja: Nenhum membro podia divulgar o que fosse discutido
nas reuniões. Segredos da arte e da ciência da construção só podiam ser
transmitidos a maçons devidamente qualificados. O Maçom deveria ser discreto
até mesmo com a sua própria família sobre os assuntos internos da Loja. Esta
regra garantia a segurança da irmandade e preservava o conhecimento maçónico.
6.1.4 – A Fraternidade e o
Respeito entre Irmãos Dentro da Loja, todos os maçons eram considerados iguais,
independentemente da sua origem social ou económica. Por isso, a conduta entre
irmãos deveria seguir os princípios: Tratar todos com respeito e cordialidade.
Evitar disputas e ofensas: Caso surgissem desentendimentos, deveriam ser
resolvidos de forma pacífica. Ser prestativo e solidário com os irmãos que
precisassem de ajuda. Evitar a arrogância: Nenhum Maçom deveria se sentir
superior aos demais. O objectivo era manter a harmonia da Loja, fundamental
para o bom andamento dos trabalhos.
6.1.5 – A Conduta ao Encerrar
os Trabalhos 13/28 Após o término das atividades da Loja: Todos deviam se
despedir de maneira fraterna, reforçando os laços de irmandade. Nenhum Maçom
deveria sair da reunião com rancor ou ressentimento de outro irmão. O
comportamento fora da Loja deveria refletir os valores maçónicos, para que a
Ordem fosse respeitada pela sociedade.
6.1.6 – Conduta na Sociedade
Os maçons deviam ser exemplos de moralidade nas suas comunidades. Respeito às
Leis: Devem ser cidadãos leais e obedecer às normas do país onde vivem. Boa
Reputação: Devem evitar escândalos ou comportamentos indignos. Discrição: Não
revelar os segredos da Arte a profanos. Caridade e Fraternidade: Ajudar irmãos
necessitados e contribuir para o bem-estar geral. Com a evolução para a
Maçonaria Especulativa, esses princípios passaram a enfatizar também o
desenvolvimento moral e espiritual, incentivando a busca pelo aprimoramento
pessoal.
6.1.7 – Evolução na Maçonaria
Especulativa Com a transição para a Maçonaria Especulativa, essas regras foram
mantidas e adaptadas: As reuniões passaram a seguir rituais simbólicos que
reforçam a disciplina e a ordem. A proibição de discussões políticas e
religiosas tornou-se uma norma fundamental. O conceito de fraternidade foi
expandido, promovendo o desenvolvimento moral e espiritual dos irmãos. Até
hoje, a conduta dentro da Loja reflete esses princípios, garantindo que a
Maçonaria continue sendo um espaço de harmonia, aprendizagem, reflexão e união.
Conclusão A conduta na Loja enquanto constituída, conforme descrita nas Old
Charges, tinha como objetivo garantir respeito, disciplina e harmonia entre os
irmãos. Estas regras foram fundamentais para a organização da Maçonaria e
continuam sendo seguidas na atualidade, reforçando a importância do respeito à
hierarquia, do sigilo, da fraternidade e do comportamento exemplar dentro e
fora da Loja.
6.2 – Conduta Após o
Encerramento dos Trabalhos da Loja e antes de os Irmãos saírem 14/28 Após o
encerramento formal dos trabalhos da Loja, havia uma série de recomendações e
obrigações sobre a conduta dos maçons, antes de se despedirem e deixarem o local.
Este período foi considerado essencial para garantir que a fraternidade fosse
mantida e que a harmonia e o respeito continuassem a prevalecer.
6.2.1 – Despedida Fraternal
Após o término dos trabalhos, era importante que os maçons se despedissem de
maneira fraternal e respeitosa. A despedida não se limitava a um simples ato de
sair da reunião, mas refletia o fortalecimento dos laços de irmandade. Abraço
ou aperto de mão: Os irmãos poderiam trocar um gesto simbólico de amizade, como
um aperto de mão ou abraço, conforme o costume da época, para reafirmar a
fraternidade. Palavras de despedida: Frases como “Que a paz e a harmonia nos
acompanhem até o nosso próximo encontro” poderiam ser trocadas, reafirmando os
princípios da Maçonaria. Despedida do Mestre: O Mestre da Loja, após presidir
os trabalhos, despediria os irmãos com palavras de encorajamento e
fraternidade, garantindo que todos saíssem com o espírito elevado e a harmonia
preservada.
6.2.2 – Manutenção do Sigilo A
conduta após o término do trabalho também envolvia a manutenção do sigilo, uma
obrigação contínua. Mesmo após o encerramento da reunião, o compromisso com os
segredos da Ordem e com a discrição devia ser mantido: Evitar discussões sobre
os trabalhos fora da Loja. Os maçons não deviam discutir os assuntos tratados
nas reuniões, principalmente em locais públicos ou com profanos (não maçons).
Silêncio sobre os símbolos e rituais: Qualquer símbolo ou palavra específica
utilizada durante a cerimónia não podia ser revelada a quem não fizesse parte
da Ordem. Este compromisso com o sigilo não terminava ao final dos trabalhos,
mas se estendia até a próxima reunião.
6.2.3 – Despedida de Irmãos em
Necessidade Se algum irmão estivesse em situação difícil, seja por questões
financeiras, emocionais ou de saúde, a conduta da fraternidade após o término
do trabalho era de solidariedade e apoio: Ajuda imediata: Os irmãos poderiam
contribuir financeiramente ou garantir que a situação do irmão fosse resolvida,
como acolhê-lo ou oferecer apoio moral. Reafirmação de apoio fraternal: Mesmo
depois de terminados os trabalhos, a solidariedade e o compromisso com o
bem-estar de cada irmão eram essenciais. A Maçonaria não terminava com a
reunião; os laços fraternais eram contínuos. 15/28
6.2.4 – Evitar Disputas ou
Desavenças Embora os trabalhos já estivessem terminados, era essencial garantir
que qualquer tipo de desavença ou disputa fosse resolvida antes da saída:
Disputas internas: Caso houvesse alguma discordância entre irmãos, esta deveria
ser resolvida com respeito e calma, sem permitir que a negatividade ou a raiva
se espalhassem. Evitar queixas ou murmúrios: Não se deveria fazer críticas
destrutivas ou especulações após a finalização dos trabalhos, pois isso
prejudicaria a harmonia entre os membros.
6.2.5 – Protocolo de Partida
Após as despedidas, havia um protocolo específico de partida que garantia que
todos saíssem de forma ordeira e digna: Saída ordenada: Os maçons deveriam sair
da Loja de forma organizada e respeitosa, com dignidade e discrição. Isso
incluía sair sem tumulto, sem discussões, e com a consciência de que os laços
maçónicos foram fortalecidos. Atenção ao comportamento público: Os maçons
deveriam ter sempre cuidado com o seu comportamento fora da Loja, pois eram
vistos como representantes da fraternidade, e as suas ações poderiam prejudicar
a reputação da Ordem.
6.2.6 – Reflexão e
Aperfeiçoamento Pessoal Por fim, as Old Charges sugeriam que os maçons, ao
terminar os trabalhos e antes de se retirarem, fizessem uma reflexão interna
sobre a reunião e o seu próprio comportamento: Reflexão sobre as ações: Antes
de sair, os irmãos poderiam refletir sobre a aprendizagem do dia, como se
comportaram e se agiram de acordo com os princípios da Maçónicos.
Aperfeiçoamento pessoal: A saída da Loja deveria ser um momento de
comprometimento renovado com o autodesenvolvimento e o aperfeiçoamento
contínuo, em consonância com a ideia de que o trabalho maçónico nunca encerra
completamente, pois a busca pela sabedoria é constante. Conclusão A conduta
após o encerramento dos trabalhos na Loja, conforme descrita nas Old Charges,
era tão importante quanto o comportamento durante a reunião. Manter o sigilo, a
solidariedade, o respeito mútuo e a harmonia entre os irmãos garantiam que a
Maçonaria permanecesse como um espaço de aprendizagem e fraternidade,
continuando a missão de promover o aperfeiçoamento moral e espiritual, mesmo
após o término dos trabalhos. 16/28
6.3 – Conduta Quando os Irmãos
se Reúnem Sem Estranhos, Fora de uma Loja Constituída Quando os maçons se
reúnem fora do ambiente formal de uma Loja constituída e sem a presença de
estranhos (profanos), as Old Charges ainda estabeleciam uma série de normas de
conduta para garantir que a fraternidade e os princípios da Maçonaria fossem
mantidos. Estas reuniões informais, muitas vezes chamadas de encontros privados
ou convívios maçónicos, exigiam que os maçons seguissem certos comportamentos
para preservar a harmonia, o respeito e o sigilo da Ordem.
6.3.1 – A Fraternidade e o
Respeito Mútuo Mesmo fora de uma Loja constituída, os maçons devem manter a
fraternidade e o respeito mútuo, que são fundamentais para o espírito da
Maçonaria. Algumas diretrizes importantes incluem: Cordialidade e igualdade:
Todos os maçons, independentemente do seu grau ou experiência, devem tratar-se
como iguais e com respeito. O espírito de irmandade deve prevalecer em todos os
momentos. Evitar discussões prejudiciais: Caso haja desacordos ou debates,
estes devem ser realizados de forma respeitosa, sem deixar que emoções
negativas ou disputas pessoais interfiram na amizade e no respeito entre os
irmãos.
6.3.2 – Manutenção do Sigilo O
sigilo permanece como uma obrigação, mesmo nas reuniões fora da Loja
constituída. A proteção das tradições e dos ensinamentos maçónicos é vital, e
qualquer violação desse sigilo é considerada uma falta grave. Segredos
maçónicos: Mesmo quando não há uma cerimónia formal, os maçons não devem
discutir ou revelar qualquer conteúdo simbólico, ritual, senhas ou
conhecimentos adquiridos nas Lojas. O sigilo é uma das pedras angulares da
Maçonaria. Evitar falar sobre a Maçonaria com estranhos: Os maçons devem ser
cuidadosos para não se deixar envolver em discussões sobre a Ordem com aqueles
que não fazem parte dela.
6.3.3 – Evitar Assuntos
Profanos Um dos princípios que atravessa tanto as reuniões formais quanto as
informais é evitar falar sobre assuntos profanos que possam desvirtuar o
propósito das reuniões maçónicas. Assuntos como política e religião: Os maçons
devem evitar discussões sobre política ou religião, pois esses temas podem
gerar divisões entre os irmãos e prejudicar a harmonia do encontro. A Maçonaria
procura promover a unidade e a paz entre os homens, e discussões sobre esses
assuntos podem ser prejudiciais. 17/28 Focar na melhoria pessoal e espiritual:
Os encontros informais devem ser usados para reflexão sobre o próprio carácter,
as lições morais e o progresso espiritual de cada Maçom, assim como a promoção
da fraternidade e do bem comum.
6.3.4 – Conduta Exemplar e
Exemplificação dos Princípios Maçónicos Mesmo sem a formalidade de uma Loja
regularmente constituída, os maçons são incentivados a viver os princípios da
Maçonaria em todas as situações da vida diária, incluindo os encontros informais.
Exemplo de moralidade: Os maçons devem ser exemplares nas suas ações e
palavras, refletindo as virtudes da Maçonaria, como a honestidade, a bondade e
a justiça, para que a sua conduta sirva de exemplo à sociedade e aos outros
irmãos. Cuidar da dignidade da Maçonaria: A forma como os maçons se comporta em
público, mesmo em reuniões privadas, deve sempre refletir a dignidade da Ordem.
Evitar comportamentos desrespeitosos ou inadequados é essencial para preservar
a honra da Maçonaria.
6.3.5 – O Sentimento de
Solidariedade e Ajuda Mútua Uma reunião informal de maçons também é uma
oportunidade para fortalecer os laços de fraternidade e apoio mútuo. Apoio a
irmãos em necessidade: Se um irmão estiver passando por dificuldades, os maçons
devem usar a reunião como uma oportunidade para oferecer ajuda e conselhos.
Pode ser financeiramente, emocional ou até mesmo espiritual. A solidariedade é
um dos pilares da Maçonaria. Cuidado com a imagem pública: Embora as reuniões
possam ocorrer sem a formalidade de uma Loja regularmente constituída, os
maçons devem ser conscientes de que, mesmo nas situações privadas, o
comportamento de cada um reflete sobre a Ordem como um todo.
6.3.6 – Manutenção da Ordem e
Tradição Embora a reunião não seja formal, a manutenção da ordem e da tradição
maçónica deve ser respeitada. Evitar comportamentos desordeiros ou
desrespeitosos: O encontro deve ser conduzido de forma organizada e harmoniosa.
Mesmo sem rituais formais, os maçons devem tratar a reunião com respeito e
disciplina. Preservação das práticas tradicionais: Em algumas situações, os
maçons podem optar por realizar práticas ou cerimónias simbólicas durante essas
reuniões informais, mas sempre respeitando a pureza dos rituais e sem
comprometer a integridade da Maçonaria.
6.3.7 – Reflexão Espiritual e
Filosófica 18/28 Finalmente, essas reuniões informais oferecem uma oportunidade
para reflexões espirituais e filosóficas, que são parte essencial da Maçonaria.
Reflexão sobre a moralidade e ética: Os maçons devem aproveitar essas reuniões
para compartilhar ensinamentos, discutir valores maçónicos e refletir sobre
como esses princípios podem ser aplicados na vida diária. Encorajamento mútuo:
Os irmãos devem-se encorajar uns aos outros a prosseguir no caminho do
autodesenvolvimento e a aprimorar a sua prática espiritual. Conclusão Quando os
maçons se encontram fora de uma Loja regularmente constituída, sem estranhos e
em ambientes informais, a conduta deve ser pautada pelos mesmos princípios que
regem as reuniões formais: respeito, sigilo, solidariedade, fraternidade, e
manutenção da honra Maçónica. O comportamento deve refletir os ideais da Ordem
e servir como exemplo de moralidade e virtude, mesmo em encontros privados.
Estes momentos também devem ser vistos como oportunidades para fortalecimento
dos laços de fraternidade e para o crescimento espiritual e filosófico dos
irmãos.
6.4 – Conduta em Presença de
Estranhos não Maçons A conduta dos maçons em presença de estranhos não maçons
(profanos) sempre foi regida por normas específicas nas Old Charges. Estas
regras visavam proteger a privacidade da Ordem, garantir que a reputação da
Maçonaria fosse preservada e assegurar que o comportamento dos maçons fosse
sempre exemplar. A presença de profanos durante reuniões ou em interações
sociais com maçons exigia uma série de precauções para que a Maçonaria
mantivesse a sua dignidade e os seus princípios intactos.
6.4.1 – Manutenção do Sigilo
Um dos princípios mais fundamentais da Maçonaria é o sigilo. Mesmo na presença
de estranhos, os maçons eram sempre aconselhados a manter o segredo sobre os
rituais, símbolos e ensinamentos da Ordem. Evitar discussões sobre a Maçonaria:
Os maçons não deviam revelar informações sobre os ritos maçónicos, as tradições
ou qualquer aspecto da prática maçónica para profanos. Nenhuma informação
confidencial poderia ser divulgada, nem mesmo em conversas informais.
Sinalização de discrição: Se um Maçom fosse questionado sobre a Maçonaria, a
resposta deveria ser vaga e respeitosa, sem revelar informações detalhadas
sobre os rituais ou as operações internas da Ordem.
6.4.2 – Comportamento
Exemplificador 19/28 Os maçons devem sempre agir de maneira exemplar e
moralmente correta na presença de estranhos, já que o seu comportamento reflete
não só a sua própria reputação, mas também a da Ordem. Comportamento
respeitável: Um Maçom deve ser honesto, gentil e cortês em qualquer situação
social. Isso inclui manter posturas de respeito e dignidade, tanto nas interações
com outros maçons quanto com os profanos. Evitar comportamentos inadequados: É
importante que os maçons se abstenham de agir de maneira que possa prejudicar a
imagem da Maçonaria, como excessos em bebidas alcoólicas, disputas ou
discussões hostis. A conduta deve sempre estar alinhada com os princípios de
harmonia, justiça e respeito mútuo.
6.4.3 – A Preservação da
Fraternidade e dos Laços Maçónicos Mesmo em presença de estranhos, os maçons
devem manter os laços de fraternidade e trabalhar para fortalecer os princípios
da Maçonaria, demonstrando aos outros os ideais da Ordem através das suas ações.
Solidariedade: Caso um irmão precise de ajuda, mesmo diante de estranhos, os
maçons devem-se solidarizar com ele. No entanto, as discussões sobre as ações
da Ordem ou sobre questões internas da Maçonaria devem ser evitadas. Mantendo a
unidade: Maçons não devem permitir que diferenças pessoais ou disputas internas
afetam o comportamento público. Eles devem estar unidos e exemplificar as
virtudes da Maçonaria, mostrando aos estranhos a harmonia entre os membros da
Ordem.
6.4.4 – Evitar Discussões
sobre Política e Religião As Old Charges indicavam que assuntos como política e
religião deveriam ser evitados, mesmo quando em público ou na presença de
estranhos. Manter a neutralidade: A Maçonaria busca a união de homens de diferentes
origens e crenças. Por isso, maçons devem evitar discussões sobre esses temas
com estranhos, pois esses assuntos podem causar divisões. Respeito pelas
diferenças: Mesmo que as opiniões sobre religião ou política sejam divergentes,
os maçons devem manter o respeito e não permitir que essas diferenças
interfiram nas interações com os outros.
6.4.5 – Apresentação Pessoal e
Externa A aparência externa de um Maçom também era considerada um reflexo da
sua conduta moral e do respeito que ele tem pela Ordem. O comportamento e a
forma como se apresenta ao público devem seguir o mesmo padrão de dignidade
esperado de um Maçom em qualquer outro contexto. 20/28 Vestimenta adequada: Os
maçons deveriam se apresentar de forma respeitável e modesta, evitando excessos
e mantendo uma postura digna tanto em público quanto em particular. Aparência
cuidadosa: A aparência de um Maçom, seja nas suas roupas, no seu modo de falar
ou de agir, deve transmitir um exemplo de virtude, mostrando que ele segue os
princípios maçónicos não apenas na Loja, mas também fora dela.
6.4.6 – Evitar Revelações
Sobre a Maçonaria Nas interações com estranhos, os maçons eram instruídos a não
se deixar envolver em discussões sobre os ensinamentos secretos da Ordem.
Embora fossem livres para mencionar que eram maçons, qualquer outra informação
detalhada sobre os rituais ou a estrutura interna da Maçonaria deveria ser
preservada. Evitar exibicionismo: O Maçom não deve buscar se exibir ou se
vangloriar de ser Maçom, ou de compartilhar informações exclusivas da Ordem. A
verdadeira prática maçónica é humildade, e o Maçom deve agir com modéstia. Educação
e respeito: Caso um estranho pergunte sobre a Maçonaria, o Maçom pode responder
educadamente, mas sem se aprofundar em detalhes confidenciais. Um sorriso
educado e uma resposta vaga como “É uma organização que promove valores de
fraternidade, moralidade e aperfeiçoamento pessoal”, seriam suficientes.
6.4.7 – Prevenção de Conflitos
e Desavenças Em presença de profanos, a harmonia deve ser a prioridade. Os
maçons devem fazer de tudo para evitar situações que possam levar a
desentendimentos ou mal-entendidos. Evitar confrontos: Se surgir uma situação
de conflito com um profano, os maçons devem tentar resolver pacificamente e
evitar confrontos públicos. A sabedoria maçónica ensina que a melhor resposta a
um conflito é a calma e a razão. Proteger a Ordem: Caso o comportamento de um
profano ameace a reputação da Maçonaria, o Maçom deve agir de forma discreta
para proteger os interesses da Ordem sem chamar a atenção desnecessária.
Conclusão A conduta de um Maçom em presença de estranhos não maçons devem ser
caracterizada por discrição, respeito e dignidade. Ao agir dessa forma, o Maçom
não apenas preserva os valores e o sigilo da Maçonaria, mas também garante que
a Ordem seja difundida de forma positiva na sociedade. A Maçonaria, como um
reflexo de princípios universais de fraternidade, justiça e moralidade, exige
que os seus membros mantenham o comportamento adequado, não apenas durante os
trabalhos na Loja, mas também na sua interação com o mundo exterior.
6.5 – Conduta em Casa e na
Vizinhança 21/28 A conduta de um Maçom em casa e na vizinhança é uma extensão
dos seus princípios e valores, que devem ser vividos diariamente, não apenas
durante as reuniões formais na Loja. As Old Charges e outros textos maçónicos
sugerem que a Maçonaria não é apenas uma prática espiritual ou filosófica, mas
também um guia de comportamento para a vida quotidiana. Por isso, um Maçom deve
demonstrar a sua virtude, respeito e dedicação aos princípios maçónicos em
todos os aspectos da sua vida, incluindo o ambiente familiar e a interação com
os vizinhos.
6.5.1 – No Lar: Respeito e
Harmonia Familiar Na sua casa, o Maçom deve seguir os mesmos princípios de
honestidade, justiça, harmonia e respeito que orientam a sua vida na Loja. A
conduta em casa reflete diretamente a sua postura como homem de carácter e as
suas responsabilidades como cônjuge, pai ou membro da família. Respeito aos
membros da família: O Maçom deve ser respeitoso e amoroso com os membros da sua
família, tratando-os com dignidade e cuidado. Deve agir de maneira exemplar na
sua conduta familiar, promovendo um ambiente de paz e harmonia. Cumprimento das
responsabilidades: Como qualquer ser humano que busca evolução, o Maçom deve
cumprir com as suas obrigações familiares, seja no papel de pai, marido, ou outro
qualquer membro. Deve ser responsável e cumprir com os seus deveres e de acordo
com a sua posição na família. Educação e sabedoria: Um Maçom deve procurar
educar os filhos e familiares de forma justa e sábia, ensinando-lhes os
princípios da Maçonaria, como a honestidade, a solidariedade, a tolerância e o
respeito às diferenças. Exemplo de virtude: A verdadeira sabedoria maçónica
deve ser visível nas suas ações quotidianas. Um Maçom deve mostrar através dos
seus atos que a Maçonaria não é apenas um título ou um conjunto de rituais, mas
uma forma de vida que se reflete na maneira de ser no lar e fora dele.
6.5.2 – No Relacionamento com
os Vizinhos: Respeito e Solidariedade A conduta de um Maçom também se estendem
ao seu relacionamento com a comunidade ao redor da sua casa. Os maçons são
orientados a manter uma atitude amigável e respeitosa com os vizinhos, sendo
exemplos de moralidade e virtude na vizinhança. Respeito à privacidade dos
outros: O Maçom deve respeitar a privacidade dos seus vizinhos, evitando
interferir ou se envolver em questões pessoais que não lhe digam respeito. A
discrição e o respeito pelo espaço do outro são fundamentais. Atitude de ajuda
e solidariedade: Um Maçom deve estar disponível a ajudar a sua comunidade
quando necessário, seja oferecendo apoio moral, material ou até mesmo físico,
caso alguém na vizinhança precise. A solidariedade entre os maçons deve
estender-se à sociedade em geral, sempre com o objetivo de promover o bem-estar
coletivo. 22/28 Evitar desavenças e conflitos: A harmonia e o respeito devem
ser preservados em todas as relações. O Maçom deve fazer o possível para evitar
desavenças com vizinhos, procurando sempre resolver qualquer conflito de uma
forma pacífica e racional, sem deixar que questões menores se tornem grandes
disputas. Atitude educada e cordial: O Maçom deve ser cordial e educado com os
seus vizinhos, sempre mantendo uma postura que reflita o carácter de quem segue
os ensinamentos da Maçonaria. Deve ser um exemplo de boa convivência,
promovendo o entendimento e o respeito mútuo.
6.5.3 – Manutenção do Sigilo e
Comportamento Dentro de casa e na vizinhança, o Maçom deve manter o compromisso
com o sigilo e discrição que são características essenciais da Ordem. Mesmo em
situações quotidianas, ele deve ser cuidadoso para não revelar os segredos
maçónicos ou agir de maneira que comprometa os princípios da Maçonaria. Manter
a discrição sobre a Maçonaria: Os maçons não devem discutir abertamente os
rituais ou os ensinamentos maçónicos com pessoas fora da Ordem, mesmo no seu
ambiente doméstico ou entre vizinhos. O sigilo é uma parte essencial do
compromisso maçónico e deve ser mantido em todos os aspectos da vida. Evitar o
exibicionismo: O Maçom não deve procurar exibir a sua afiliação à Maçonaria de
maneira arrogante ou ostensiva. A verdadeira maçonaria é uma prática humilde e
reservada, onde os feitos e ações falam mais alto do que a aparência ou a
ostentação.
6.5.4 – Cuidado com as
Palavras e Atos A maneira como um Maçom se comporta em casa, ou na sociedade
deve refletir os ensinamentos de temperança, cuidado com as palavras e
moderação em todas as suas interações. Uso de linguagem respeitosa: O Maçom
deve ser cuidadoso com as suas palavras, tanto dentro de casa quanto em
público, evitando linguagem desrespeitosa ou ofensiva. As palavras devem ser
escolhidas com sabedoria, sempre para construir e não prejudicar. Evitar
especulações e/ou calúnias: Um Maçom deve evitar mal-entendidos ou comentários
destrutivos sobre os outros, seja dentro na sua casa, seja na sociedade. A
Maçonaria ensina que devemos tratar os outros com respeito e justiça, e
qualquer forma de difamação ou injustiça é contrária a esses princípios.
6.5.5 – Exemplo de Carácter na
Comunidade O Maçom deve ser um exemplo de virtude e ética na sua comunidade.
Isso significa agir com honestidade, justiça e responsabilidade em todas as
suas interações. 23/28 Integridade pessoal: O Maçom deve ser confiável e
honesto com os seus próximos, cumprindo com as suas responsabilidades e
mostrando que é uma pessoa de carácter, tanto na sua vida privada, como na vida
pública. Atitude positiva e encorajadora: O Maçom deve, também, ser um agente
de mudança positiva na sociedade, ajudando a fomentar uma cultura de respeito,
justiça e fraternidade. Conclusão A conduta de um Maçom em casa e na sociedade
é um reflexo direto dos seus princípios maçónicos. Ele deve ser um exemplo de
virtude, respeito e solidariedade, demonstrando que a Maçonaria é uma prática
que transcende os limites da Loja e se aplica à sua vida quotidiana. A forma
como um Maçom se comporta no lar e na comunidade reflete a profundidade do seu
compromisso com os ensinamentos morais e fraternos, sendo um farol de luz para
os outros e uma inspiração de boa conduta.
6.6 – Conduta em Face de um
Irmão Desconhecido Quando se fala de “irmão desconhecido” dentro da Maçonaria,
o termo refere-se a um Maçom que, embora pertencente à Ordem, não é familiar a
um outro Maçom. Este tipo de situação pode ocorrer, por exemplo, quando um
Maçom encontra outro numa viagem ou num evento, e não possuem conhecimento
prévio um do outro. Nesse contexto de surpresa mútua, a Maçonaria exige que a
conduta entre irmãos seja marcada por princípios de reconhecimento, respeito,
fraternidade e harmonia.
6.6.1 – Reconhecimento e
Cumprimentos Em qualquer situação que dois maçons se encontrem, mesmo sendo
irmãos desconhecidos, o reconhecimento mútuo é fundamental, seja através dos
sinais ou de palavras s. A forma como o Maçom se apresenta e saúda outro Maçom
em situações inesperadas deve refletir o espírito de solidariedade e unidade
dentro da Ordem. Saudação respeitosa: Ao encontrar um irmão inabitual, o Maçom
deve saudar de acordo com os rituais e costumes estabelecidos pela Loja. A
saudação deve ser feita com respeito e dignidade, refletindo a igualdade de
todos os maçons perante a Lei de Deus e da Maçonaria. Sinal e palavra maçónica:
Caso necessário, o Maçom pode utilizar sinais, palavras ou toques próprios para
confirmar a fraternidade, sempre mantendo a discrição e o sigilo.
6.6.2 – Demonstrar
Fraternidade e Solidariedade Mesmo que um Maçom seja desconhecido no sentido de
não o conhecer pessoalmente, este deve ser tratado com a mesma solidariedade e
respeito que se daria a qualquer um outro irmão. 24/28 Atitude de apoio e ajuda:
Se o irmão desconhecido precisar de ajuda, seja material, emocional ou
espiritual, o Maçom deve disponibilizar apoio sempre que possível. A
solidariedade é um dos pilares da Maçonaria, e um verdadeiro Maçom nunca deixa
de ajudar um irmão em necessidade, mesmo que este seja desconhecido.
Fraternidade e acolhimento: O Maçom deve demonstrar fraternidade na sua
conduta, acolhendo o irmão desconhecido com o mesmo espírito de unidade e
harmonia que é característico da Ordem. Embora o irmão seja desconhecido, ele
é, antes de tudo, um irmão de fé, e a Maçonaria ensina que todos os irmãos são
iguais perante a Ordem.
6.3.3 – Respeito pela
Privacidade e pelo Sigilo O sigilo é uma das obrigações mais importantes dentro
da Maçonaria, e aplica também no trato com irmãos desconhecidos. Preservação do
sigilo: O Maçom deve ser discreto em relação aos detalhes maçónicos, evitando
divulgar informações sigilosas ou rituais da Ordem, mesmo na presença de um
irmão não habitual. A Maçonaria exige que todos os maçons, independentemente do
seu grau ou relação pessoal, mantenham o sigilo sobre os ensinamentos e as
práticas da Ordem. Evitar exposições indevidas: Ao conversar com um irmão
desconhecido, é importante não expor questões pessoais, problemas internos da
Loja ou qualquer informação confidencial da Ordem. O respeito ao sigilo deve
ser sempre garantido, para proteger tanto a privacidade dos irmãos quanto a
integridade da Maçonaria.
6.6.4 – Manter a Comportamento
Impecável e Moralidade Independentemente de ser um irmão conhecido ou
desconhecido, o Maçom deve agir de forma exemplar, refletindo as virtudes e os
princípios da Maçonaria em todas as suas ações e palavras. Conduta
irrepreensível: A Maçonaria exige que os seus membros procedam de maneira
honesta e moralmente íntegra. Ao interagir com um irmão desconhecido, o Maçom
deve comportar-se de forma ética, honesta e justa, sem comprometer a sua
própria reputação ou a da Ordem. Evitar discussões ou comportamentos
desrespeitosos: Em qualquer interação, o Maçom deve evitar discussões
desnecessárias, especialmente em tópicos que possam gerar conflitos, como
religião, política ou questões pessoais. A Maçonaria valoriza a harmonia e o
equilíbrio, e as interações entre os irmãos devem ser sempre baseadas no
respeito mútuo.
6.6.5 – Acolhimento e
Integração do Irmão Desconhecido 25/28 Nas situações em que o irmão
desconhecido possa estar num novo ambiente (como em visita a uma Loja ou evento
maçónico), é importante que o Maçom mostre hospitalidade e disposição para
integrar o irmão na fraternidade. Apoio ao novo irmão: Caso o irmão
desconhecido esteja visitando a Loja pela primeira vez, o Maçom deve guiá-lo e
ajudá-lo a se sentir bem-vindo e confortável, explicando as normas e
procedimentos, se necessário. Respeito à experiência do irmão: Mesmo sendo um
irmão estranho, é importante que o Maçom leve em conta o Grau e Qualidade do
irmão. O Maçom deve ser sempre respeitoso em relação ao grau do irmão e evitar
qualquer forma de arrogância ou desdém, tratando-o com igualdade e dignidade.
6.6.6 – Evitar Favorecimento
ou Exposição Indevida Embora o Maçom deva ser acolhedor e respeitoso com o
irmão desconhecido, ele também deve evitar comportamentos que possam gerar
desconforto ou mal-entendidos. Evitar compadrio: O Maçom deve abster-se de demonstrar
tratamento especial ou favoritismo em relação ao irmão desconhecido,
especialmente em público. A Maçonaria ensina que todos os maçons,
independentemente do seu grau ou qualidade, devem ser tratados de forma igual e
com respeito. Evitar exposição desnecessária: O Maçom deve garantir que as suas
interações para com o irmão desconhecido não causem desconforto ou embaraço,
especialmente quando se trata de questões pessoais ou informações
confidenciais. Conclusão A conduta em face de um irmão desconhecido deve ser
pautada pelo respeito mútuo, pela solidariedade, pela discrição e pela virtude.
A Maçonaria ensina que todos os maçons, independentemente do seu grau ou
qualidade, quanto se reconhecem, devem ser tratados com o mesmo respeito e
dignidade. Mesmo que um irmão seja desconhecido, ele é, antes de tudo, um irmão,
e, como tal, merece ser acolhido e tratado com o mais alto grau de fraternidade
e unidade. Em súmula As Obrigações dos Maçons são princípios e normas
fundamentais que regem o comportamento de um Maçom, tanto dentro como fora da
Loja, refletindo a busca contínua pelo aperfeiçoamento moral, ético e
espiritual. Elas estão imersas na ideia de fraternidade, harmonia, respeito e
justiça, com o objetivo de promover uma convivência mais solidária e virtuosa
entre os irmãos, além de contribuir para o bem-estar da sociedade. Uma das
obrigações mais fundamentais é a fidelidade à Maçonaria e aos seus princípios.
O Maçom deve manter em segredo os ensinamentos, rituais e símbolos da Ordem,
respeitando o sigilo e a discrição que são essenciais para a Maçonaria. Estes
26/28 sigilos deve ser mantido em todas as situações, tanto nas interações com
outros maçons quanto com profanos, refletindo a confiança e a unidade entre os
irmãos. O Maçom também deve agir com honestidade e integridade na sua vida
quotidiana, procurando sempre a moralidade e a ética em todas as suas ações,
seja no trabalho, na vida familiar ou nas relações com a comunidade. A
solidariedade é uma característica central: o Maçom deve estar sempre pronto
para ajudar os seus irmãos, oferecendo-lhes apoio moral, material ou emocional,
sem esperar recompensas ou reconhecimento. Esta ajuda deve ser prestada de
forma discreta e altruísta. Além disso, o Maçom tem o dever de preservar a
harmonia dentro da Loja e na sociedade. Isso implica em agir com respeito e
tolerância, evitando conflitos desnecessários e sempre procurando resolver
desavenças de maneira pacífica e justa. Deve também respeitar as autoridades
civis e governamentais, sem nunca comprometer os seus valores maçónicos, e
contribuir para o bem-estar social e coletivo. As obrigações do Maçom
estendem-se ainda à sua conduta pessoal. Em casa e na vizinhança, o Maçom deve
ser um exemplo de virtude, respeito e solidariedade, tratando a sua família com
carinho e educando os filhos nos princípios de fraternidade e moralidade. O seu
comportamento na sociedade deve refletir os valores da Maçonaria, sendo um
exemplo de bondade, respeito e paciência para com todos. A sua relação com
irmãos desconhecidos deve ser marcada por uma comunicação cortesia, mesmo que
não os conheça pessoalmente. A fraternidade entre maçons deve ser sempre a
prioridade, em que cada Maçom estende a mão ao outro em auxílio, acolhimento e
união, independentemente do grau, qualidade ou do tempo de afiliação na Ordem.
Por fim, as obrigações do Maçom não são meras formalidades, mas um compromisso
genuíno com a correção dos próprios erros, o aperfeiçoamento contínuo e a
construção de um mundo melhor, sempre alinhado com os princípios de justiça,
fraternidade, solidariedade e respeito ao próximo. Rui Calado, M. M. – V. M. da
R. L. Da Reconciliação, nº 152 (GLLP / GLRP) Bibliografia
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