Se o corpo não é mais que o carcel da alma, nosso esforço moral a de tender a liberarmos dos apetites sensíveis. O caminho de nossa elevação moral é o conhecimento das ideias eternas. Aqui deve perfeiçoar-se cada parte da alma segundo sua natureza.
A razão convém na prudência, ao ânimo ou parte irascível a fortaleza, na concupiscência a temperança, mas as virtudes fundamentais da alma só podem subsistir harmoniosamente se estão ordenadas pela justiça. Assim conheceu já Platão as quatro virtudes cardinais. Como solo dos filósofos são capazes de elevar-se a um conhecimento perfeito, somente eles têm esperança de escapar-se, de sua morte, ao ciclo infeliz da constante reencarnação e de retornar, redimidos, a pátria das ideias eternas.
Os restantes escolhem por si deu destino. Os cavardes terão que entrar numa nova vida terrena como mulheres, os bandidos como leões, os avaros como corvos, os cômicos como macacos. Tudo depende, da disposição de alma em que se encontra cada um na hora da morte. Por isso, o sentido inteiro da filosofia radica em preparar-se para uma boa morte, “Filosofar quer dizer aprender a morrer” Por razão desta orientação religiosa foi chamado Platão o “Primeiro teólogo” ...
Transcrito e Traduzido ao português por: dlsotolepe
Do
Livro: Manual de História de la Filossofia, página 77
De
Johann Fischl – editora Herder 1977 Barcelona
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