...e as Antigas Escolas de Mistérios
Não há dados de que a Maçonaria tenha existido há milênios. O que existe é uma Tradição Maçônica, onde elementos de culturas, civilizações e instituições antigas foram incorporados na Ordem.
Mas
se tudo isso se trata apenas de uma Tradição, porque falarmos disso...
Os motivos são bem simples: O primeiro é porque temos elementos dentro da Ordem
que têm origem nessas Antigas Escolas de Mistério (independente desses símbolos
terem sido colocados dentro da Ordem por causa disso ou não). O segundo é que
diversos autores apresentaram a história da Maçonaria começando pelos Mistérios
Antigos. Portanto, não podemos deixar de falar desse assunto como um todo antes
de falarmos especificamente dessas Escolas.
A
Maçonaria Tem Origem Nos “Antigos Mistérios”?
As Antigas Escolas de Mistérios pertenceram às antigas civilizações como a Pérsia, Babilônia, Suméria, Egito, Grécia etc.
Basicamente, tais mistérios eram de conteúdo místico-ocultista, mas o que os diferenciava das religiões em si é que esses mistérios tinham o caráter iniciático. Havia cerimônias de iniciação e/ou de passagem para que o indivíduo se tornasse conscientemente um membro dessas instituições de mistério. Dessa forma, não era possível que outras pessoas não-iniciadas fossem membros dela, o que fazia com que esses grupos não fossem públicos (salve algumas exceções).
Essas são as duas maiores características que fazem com que as Ordens de hoje
sejam facilmente associadas a esses Antigos Mistérios. E foi a partir daí que
começou a surgir a ideia de que existiu um caminho sólido e claro dos Mistérios
Antigos até as Ordens Iniciáticas de hoje em dia.
Em raríssimos casos (como é o caso da Maçonaria) existem teorias mais bem
fundamentadas para tratar de uma possível origem em um passado antigo e que foi
se modificando até se tornar o que é a Maçonaria hoje. No entanto, é importante
ressaltar duas coisas:
A
primeira é que, a ligação com a antiguidade que a Maçonaria pode ter não é
exatamente a dos Mistérios que muitos autores defendem. Explico…
As evidências que temos acerca da antiguidade da Maçonaria vão apenas até o
início da Idade Média Baixa – todo o resto são apenas hipóteses e teorias.
Desde o Século XVIII, já existiam teorias de que a Maçonaria surgiu dos
Egípcios, dos Persas, dos Hindus, do Éden e até mesmo de uma época onde a
matéria ainda não existia (ou seja, ela teria tido origem nos planos
espirituais).
Portanto, quando vemos hipóteses mais fundamentadas de que a Maçonaria
Operativa possa ter tido origem no Egito antigo, isso não quer dizer que essa teoria
esteja defendendo que a Maçonaria teve origem nos Antigos Mistérios do Egito.
Não é exatamente disso que se trata!
Trata-se
de hipóteses que falam sobre os princípios, lendas e tradições dos construtores
e das sociedades de construtores que podemos encontrar nos séculos antes de
Cristo. O pensamento ocultista não faz parte dessa suposta ligação entre eles
(mesmo porque, se o leitor acompanha já viu que todos os dados que temos até o
momento nos mostram que a Maçonaria Operativa seguia os preceitos católicos). A
associação às práticas dos Mistérios Egípcios (ou de qualquer outro) existe
devido a algumas semelhanças que se encontram na Ordem, no entanto, a grande
maioria delas foi implantada depois de já existir a Maçonaria Moderna (e por
isso se trata apenas de uma Tradição Maçônica).
Quando traçamos essa ideia de que uma coisa foi dando origem à outra, acaba
acontecendo o que já acontece hoje. Quase todas as Ordens Iniciáticas se dizem
sucessoras (e legítimas) dos Antigos Mistérios. Dessa forma, temos muitos
membros de Ordens defendendo que a sua Ordem é a mais antiga de todas (quando,
na verdade, nenhuma delas veio de fato de épocas tão distantes).
O segundo ponto a ser tratado é que, desde que se passou a alegar que esses
Mistérios foram se modificando (em instituições diferentes) até se tornarem as
Ordens de hoje, passou-se também a se achar que mesmo entre essas instituições
antigas houve ligação e sucessão de pensamento entre elas (sendo que também não
há evidências de que isso tenha acontecido). Ou seja, pegam-se alguns desses
Antigos Mistérios e diz que ‘x’ deu origem a ‘y’ e que ‘y’ deu origem a ‘z’.
Nem todo mundo propõe a mesma linha sucessória, mas algumas são mais usadas que
outras, como por exemplo a sequência entre os Mistérios Egípcios, Hebraicos, Gregos
etc. (sendo que alguns ainda colocam os Mistérios Caldeus e Persas como
predecessores dos Mistérios Egípcios).
A questão é que essas “instituições de mistérios” são quase tão antigas quanto
as próprias civilizações (já que os pensamentos místicos e religiosos surgiam
logo que aquele grupo se estabelecia como sociedade – as vezes só sendo
possível se estabelecer como sociedade após o estabelecimento das diretrizes
religiosas).
É claro que também existem pontos em comum entre os Mistérios (e algumas vezes
houve sim uma característica ou outra que realmente veio de uma Escola de
Mistérios que não era aquela), entretanto, é preciso de um pouco mais do que
isso para se afirmar categoricamente que qualquer um dos Mistérios Antigos teve
origem nos Mistérios de outra civilização.
Hierarquia Espiritual?O leitor mais envolvido talvez esteja se perguntando: “Quer dizer então que não existe qualquer ligação direta entre os Mistérios Antigos e a Maçonaria (ou outras Ordens Iniciáticas)?”
Não, não existe ligação direta! No entanto, vou tocar em um ponto delicado!
Quando estamos falando em misticismo, não podemos deixar de lado os motivos que
levam as pessoas a pensarem que exista essa linha sucessória iniciática (mesmo
que os dados não corroborem essas ideias).
Inúmeros
ocultistas famosos (e de credibilidade no meio iniciático) têm seus depoimentos
sobretudo fazer parte de uma organização astral onde as muitas instituições que
temos, desde o passado, serem sucessórias no aspecto espiritual.
“Mas o que exatamente isso quer dizer?”
Tudo isso quer dizer que, em teoria, existe uma hierarquia nos planos espirituais e que muitos seres desses planos, já em níveis mais elevados (que podemos chamar aqui de ascensionados – ou qualquer outro nome que você queira dar), cuidam de uma série de fatores para que o nosso mundo seja “como tem que ser”.Entre esses seres, teríamos um grupo que cuida da transmissão desse conhecimento no passar das Eras e até mesmo um Mestre para cuidar exclusivamente da Maçonaria.
Dessa
forma, os pontos em comum com quaisquer Mistérios Antigos teriam sido
plenamente calculados para estarem na Maçonaria. Logo, enquanto os dados
mostram que uma prática ‘x’ foi inserida, dentro de um ritual, apenas no século
XVIII, se nos basearmos nessa ideia poderíamos dizer que o membro que adicionou
esse elemento só o fez porque foi “conduzido” a fazê-lo. Sabe aquele papo de
pessoas inspiradas por Deus para escrever a Bíblia? Então, é algo parecido, mas
esses autores costumar relatar como essas informações chegaram até eles.
Existem casos de viagens astrais, casos de acesso aos registros akáshicos,
casos de visões, casos de conversas diretas com seres dessas hierarquias
espirituais e outros. Sendo que essas práticas (e outras mais) podem ser
encontradas nas obras de praticamente todos aqueles que foram reconhecidos como
grandes ocultistas – como Eliphas Levi, Israel Regardie, Aleister Crowley,
Franz Bardon, Allan Kardec, Max Heindel, Helena Blavatsky, Papus e muitos
outros (mesmo que estes não tenham falado de todas essas práticas).
Seguindo
adiante, vamos falar dessa que é considerada por muitos (o que não quer dizer
que seja verdade) a escola de mistérios mais antiga a influenciar a Maçonaria:
Os Mistérios Egípcios!
É
no Egito que, de certa forma, começamos a estabelecer o conceito mais antigo de
Mistérios Antigos que vieram a influenciar as Ordens Iniciáticas em
determinadas épocas como o Iluminismo e, logo em seguida, o Pós Iluminismo.
Historicamente
falando, existiram Escolas de Mistério mais antigas do que a do Egito, mas
alguns fatores fizeram com que esses mistérios mais antigos não fossem de
influência tão grande como o dos egípcios.
Um dos motivos é pelo fato de que não se tinham muitos dados sobre esses outros
mistérios na época em que as Ordens Iniciáticas Europeias começaram a se
desenvolver. E o que se tinha parece não ter tido tanto apelo assim. Já o
Antigo Egito, passou a ser mais popular após o período do Renascimento, que foi
o Período em que se teve uma “busca pelo conhecimento do passado”.
Essa volta ao passado fez com que o conhecimento de antigamente se tornasse
algo especial e importante para os novos movimentos que surgiram a partir dessa
época.
Uma
dessas influências é a ideia dos Símbolos (que foi bastante trabalhada através
dos Hieróglifos Egípcios) e a outra foi a ideia dos Rituais/Cerimonias (que
teve forte influência das Cerimônias Fúnebres e dos Mistérios de Osíris).
Hieróglifos
Os Hieróglifos foram uma mistura de símbolos e grafia do Egito e que até hoje
servem como bons exemplos de símbolos e de suas influências, principalmente
quando precisamos explicar qual é a proposta de um símbolo – que é o de reunir
e apresentar um conjunto de ideias através de uma imagem que possa representar
tudo aquilo.
Os hieróglifos são realmente importantes como exemplo porque eles nos permitem
avaliar a ideia de um símbolo de forma muito metódica.
O
processo de criação de um símbolo não se dá quando você pensa em criar um
símbolo para só depois dar um significado a ele (ou, pelo menos, não deveria
ser assim). O símbolo surge da necessidade de uma representação que se dará de
forma emblemática.
É
por isso, inclusive, que os hieróglifos não podem ser entendidos apenas como
símbolos, pois muitos deles tinham características fonéticas (que é o que nos
mostra que tratam-se também de grafia). Ou seja, eram símbolos que também
expressavam sons específicos de acordo com determinada representação.
Essa mesma cultura de símbolos (dos hieróglifos) influenciou também os números
egípcios, onde podemos ver os números sendo representados por símbolos que
continham ideias que pudessem representar aquela grande quantidade que aqueles
números representavam. Como exemplo temos o número 1.000.000, cujo desenho era
o de uma pessoa em adoração/veneração aos deuses (que eram os Senhores que
governavam todas as pessoas). Da mesma forma que o 100.000 era representado por
um sapo (que era um símbolo de fertilidade para eles) e o 10.000 era
representado pelo dedo do faraó, por simbolizar o poder.
Cerimônias
Quanto aos Rituais de Cerimônias Fúnebres terem influenciado as cerimônias da
Maçonaria (e de outras Ordens Iniciáticas), cabe aqui uma explicação anterior.
Os
motivos mais prováveis para que cerimônias tenham sido implantadas na Maçonaria
é o fato de que elas já existiam na igreja católica e ter essas cerimônias na
Ordem fazia com que o membro tivesse melhor identificação com a mesma.
Entretanto,
esse era apenas o motivo para existirem essas cerimônias, mas o processo e o
objetivo principal delas (principalmente no que tange a Iniciação) não tinham
os mesmos princípios e objetivos cristãos.
Para os mais familiarizados com o tema Iniciação (seja com relação à Maçonaria
ou a quaisquer outras Ordens Iniciáticas) não é nenhuma novidade que o objetivo
do processo de iniciação é apresentar um novo mundo ao novo membro da Ordem,
através do processo (simbólico, obviamente) do renascimento.
O
iniciado estaria morrendo para renascer em um novo mundo com uma representação
simbólica da sua morte e renascimento (como as folhas que caem no Outono e
renascem na Primavera).
É
aqui que passamos a ver algumas características dessas cerimônias egípcias na
Maçonaria (lembrando que a Maçonaria tem vários Ritos e Rituais e, devido a
isso, as cerimônias de iniciação são diferentes umas das outras – mas apenas em
“forma” e não em “essência”).
As cerimônias fúnebres foram consideradas muito importantes, dentre todas as
cerimônias egípcias, porque sendo a vida o maior bem que todos nós temos, o
entendimento da morte, naturalmente, passa a ser extremamente crucial.
Juntamente a ela, também existiu uma outra cerimônia importantíssima, e que
também tinha relação com a morte e que foi importante (principalmente como
referencial) para diversas ordens e movimentos iniciáticos futuros, que foram
as cerimônias dos Mitos de Osíris, também conhecidos como os Mistérios de
Osíris.
Mistérios de Osíris
Essa cerimônia, comemorada periodicamente no Antigo Egito (após, obviamente, o mito de Osíris ficar mais difundido), consistia em contar a história de Osíris e apresentar a história do seu “renascimento”.
Na
história de Osíris, ele foi um grande governador do Egito (?) que foi traído e
morto por seu irmão Seth. Existem muito mais do que apenas uma versão dessa
história (acerca de como esses eventos se desenrolaram), portanto, vou me
limitar apenas a colocar a ideia principal desse evento (que foi a traição de
Seth) e a busca de Isis (sua esposa) pelo corpo do marido.
Nos
contos (que também divergem), após o corpo de Osíris ter sido esquartejado e
espalhado pelo Egito, Isis vai atrás desses pedaços para conseguir reunir o
corpo de Osíris.
O processo de juntar os pedaços do corpo (na tentativa de reconstruí-lo) para
que Isis pudesse ressuscitá-lo (e daí ter uma relação sexual com ele) é
considerado por muitos como a primeira mumificação (lembrando que estamos
falando de um mito, é claro).
Entretanto, após o ocorrido, Osíris passa a reinar apenas no plano dos mortos
(enquanto é vingado por seu filho Hórus, na terra).
Esse
processo da mumificação (das cerimônias fúnebres, que colocavam o corpo em um
“caixão” para que no futuro pudesse ressuscitar) e a ressurreição de Osíris
(que que foi outra forma de superar a morte) foram grandes influenciadores da
ideia principal de morte e renascimento que viria a ser reproduzido por
inúmeras culturas posteriores, mesmo antes das Ordens Iniciáticas (e tenho
certeza que você consegue pensar em algumas religiões aqui), mas que passou a
ser muito importante dentro delas, já que esse é o caráter da esmagadora
maioria dos procedimentos de iniciação que temos nas Ordens hoje em dia.
A Tradição e os Mistérios Egípcios
Eu
usei como referência essas duas questões (dos hieróglifos e do mito de osíris)
por serem questões muito evidentes e impactantes nos movimentos iniciáticos que
surgiram após a Queda da Idade Média, no entanto, isso não quer dizer que essas
questões tiveram influência diretamente do Egito Antigo até chegar nessas
Ordens (como também não quer dizer que o Egito foi a primeira civilização a ter
essas referências).
O
que acontece é que, desde o advento do Renascimento, voltou-se a olhar esse
passado pré-cristão e passou-se a buscar nele questões místicas que pudessem
ser aplicadas e representadas na época em que se estava vivendo. Dessa forma,
mesmo que o fator mais determinante para ter existido cerimônias na Maçonaria
tenha sido o fato (já citado) de, por já existirem cerimônias na Igreja
Católica Romana isso ter facilitado a aceitação e o trabalho por parte daqueles
que viriam a se tornar maçons, o que esses maçons buscavam para dar essas explicações,
de acordo com que a Ordem ia se desenvolvendo, eram as explicações acerca dos
Mistérios Antigos.
Dessa forma, muitas coisas dentro da Ordem passaram a ser creditadas aos
Mistérios Antigos (para que a Ordem pudesse ter um “ar de antiguidade” que parece
sempre dar mais prestígio) e outras foram realmente inseridas em um determinado
Ritual por ser um Símbolo Antigo e que faria referência direta a esses
Mistérios (o que, naturalmente, acabava gerando – por alguns – a ideia de que a
Ordem teve origem naqueles tempos longínquos, quando na verdade era só uma
referência a uma tradição do passado).
Alguns
não veem isso como um problema no sentido de “não poder afirmar que só existem
cerimônias na Maçonaria por terem existido essas antigas cerimônias do passado”,
já que a própria Igreja Católica também se baseou em cerimônias antigas para
organizar suas próprias cerimônias. Ou seja, se existem cerimônias na Maçonaria
devido ao fato de existirem na Igreja Católica, mas as cerimônias da Igreja
Católica existem devido a cerimônias mais antigas, por que não se poderia
afirmar que só existem cerimônias na Maçonaria porque antes existiram
cerimônias na antiguidade? Mas isso fica a critério de cada um…
Portanto, e voltando ao foco, não há influência direta dos Mistérios Egípcios
na Maçonaria (como também não há com relação aos Templários e diversas outras
instituições, como sempre friso). Entretanto, não se pode ignorar que muitos
símbolos, mitos e procedimentos foram adotados baseando-se nos Mistérios
Egípcios e, mesmo os que não foram – mas que são encontrados nos Rituais –
podem ser tomados como parte da Tradição Maçônica.
Em
outras palavras, pode até não existir uma relação direta que ligue a Maçonaria
aos Mistérios Egípcios, mas se eles (os Mistérios Egípcios) foram um
influenciador para várias coisas que existem na Ordem (incluindo muitas
histórias que aparecem nos Rituais), é importante entendermos um pouco dele no
estudo da “História e da Tradição da Franco-Maçonaria”.
Muitas
vezes nós lemos ou ouvimos afirmativas que a Maçonaria atual teve origem nos
antigos Mistérios Egípcios.
A
Maçonaria Especulativa derivou das Lojas dos Maçons Operativos da Idade Média.
Não será possível aqui rever toda a História, mas a opinião Maçônica refutável
é que não há fundamento para a alegação que nós tivemos nossa origem nos
antigos Mistérios Egípcios. É sabido que não muitos anos atrás esta versão de
nossa origem era largamente mantida entre experimentados e zelosas Maçons.
Entretanto,
na certeza pode ser declarado que, para autênticos historiadores, não há
nenhuma evidencia direta conhecida que possa ser aceita, fazendo a conexão.
Vejam o que nos diz Mestre Euletério Nicolau da Conceição:
“Da
mesma forma como os antigos construtores procuravam suas origens fazendo-as
remontar primeiro ao construtor da Torre de Babel e depois a Salomão e seu
templo, alguns dos novos maçons queriam vincular sua instituição às antigas
filosofias religiosas dos Orientes próximo e distante. As interpretações de
origem mística acrescentadas compõem uma verdadeira colcha de retalhos
simbólico/filosófica que podemos chamar de sincretismo maçônico e que foi
penetrando, sendo aceito e incorporado em diferentes graus nos países para onde
a Maçonaria se expandiu. O que a maioria dos autores que abordam este tema
parece não compreender é que, quando descrevem os ritos egípcios, estão falando
de específicas manifestações filosófico/religiosas dos egípcios, não dá
Maçonaria. O que existe de comum entre a Ordem Maçônica e aquelas antigas
manifestações religiosas é, em certa proporção, o método iniciático e alguns
elementos simbólicos, mas a Maçonaria não constitui, de maneira alguma, uma
versão atualizada daquelas organizações”.
Nicola Aslan, abordando o mesmo tema, acrescenta:
“Dentro
da vasta bibliografia... constam as obras de escritores que foram buscar o
berço da Maçonaria nas mais variadas e inesperadas sociedades da antiguidade,
do Egito, da Grécia e de Roma. Nela encontramos obras vinculadas as hipóteses
mais espetaculares, tornando a Ordem Maçônica a herdeira e sucessora dos
pitagóricos, essênios, iniciados nos mistérios, albigenses, maniqueus e até
mesmo templários. Contudo, são meras hipóteses que não conseguem resistir a um
exame mais sério.”
http://maconariaesatanismo.com.br/maconaria/maconaria-antigas-escolas-de-misterios/
http://maconariaesatanismo.com.br/maconaria/maconaria-misterios-egipcios/
http://pilulasmaconicas.blogspot.com.br/2009/02/n-28-maconaria-e-os-antigos-misterios.html
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