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quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Maçonaria

 ...e as Antigas Escolas de Mistérios

Não há dados de que a Maçonaria tenha existido há milênios. O que existe é uma Tradição Maçônica, onde elementos de culturas, civilizações e instituições antigas foram incorporados na Ordem.

Mas se tudo isso se trata apenas de uma Tradição, porque falarmos disso...
Os motivos são bem simples: O primeiro é porque temos elementos dentro da Ordem que têm origem nessas Antigas Escolas de Mistério (independente desses símbolos terem sido colocados dentro da Ordem por causa disso ou não). O segundo é que diversos autores apresentaram a história da Maçonaria começando pelos Mistérios Antigos. Portanto, não podemos deixar de falar desse assunto como um todo antes de falarmos especificamente dessas Escolas.

A Maçonaria Tem Origem Nos “Antigos Mistérios”?

As Antigas Escolas de Mistérios pertenceram às antigas civilizações como a Pérsia, Babilônia, Suméria, Egito, Grécia etc.

Basicamente, tais mistérios eram de conteúdo místico-ocultista, mas o que os diferenciava das religiões em si é que esses mistérios tinham o caráter iniciático. Havia cerimônias de iniciação e/ou de passagem para que o indivíduo se tornasse conscientemente um membro dessas instituições de mistério. Dessa forma, não era possível que outras pessoas não-iniciadas fossem membros dela, o que fazia com que esses grupos não fossem públicos (salve algumas exceções).

Essas são as duas maiores características que fazem com que as Ordens de hoje sejam facilmente associadas a esses Antigos Mistérios. E foi a partir daí que começou a surgir a ideia de que existiu um caminho sólido e claro dos Mistérios Antigos até as Ordens Iniciáticas de hoje em dia.

Em raríssimos casos (como é o caso da Maçonaria) existem teorias mais bem fundamentadas para tratar de uma possível origem em um passado antigo e que foi se modificando até se tornar o que é a Maçonaria hoje. No entanto, é importante ressaltar duas coisas:

A primeira é que, a ligação com a antiguidade que a Maçonaria pode ter não é exatamente a dos Mistérios que muitos autores defendem. Explico…
As evidências que temos acerca da antiguidade da Maçonaria vão apenas até o início da Idade Média Baixa – todo o resto são apenas hipóteses e teorias.
Desde o Século XVIII, já existiam teorias de que a Maçonaria surgiu dos Egípcios, dos Persas, dos Hindus, do Éden e até mesmo de uma época onde a matéria ainda não existia (ou seja, ela teria tido origem nos planos espirituais).
Portanto, quando vemos hipóteses mais fundamentadas de que a Maçonaria Operativa possa ter tido origem no Egito antigo, isso não quer dizer que essa teoria esteja defendendo que a Maçonaria teve origem nos Antigos Mistérios do Egito. Não é exatamente disso que se trata!

Trata-se de hipóteses que falam sobre os princípios, lendas e tradições dos construtores e das sociedades de construtores que podemos encontrar nos séculos antes de Cristo. O pensamento ocultista não faz parte dessa suposta ligação entre eles (mesmo porque, se o leitor acompanha já viu que todos os dados que temos até o momento nos mostram que a Maçonaria Operativa seguia os preceitos católicos). A associação às práticas dos Mistérios Egípcios (ou de qualquer outro) existe devido a algumas semelhanças que se encontram na Ordem, no entanto, a grande maioria delas foi implantada depois de já existir a Maçonaria Moderna (e por isso se trata apenas de uma Tradição Maçônica).

Quando traçamos essa ideia de que uma coisa foi dando origem à outra, acaba acontecendo o que já acontece hoje. Quase todas as Ordens Iniciáticas se dizem sucessoras (e legítimas) dos Antigos Mistérios. Dessa forma, temos muitos membros de Ordens defendendo que a sua Ordem é a mais antiga de todas (quando, na verdade, nenhuma delas veio de fato de épocas tão distantes).

O segundo ponto a ser tratado é que, desde que se passou a alegar que esses Mistérios foram se modificando (em instituições diferentes) até se tornarem as Ordens de hoje, passou-se também a se achar que mesmo entre essas instituições antigas houve ligação e sucessão de pensamento entre elas (sendo que também não há evidências de que isso tenha acontecido). Ou seja, pegam-se alguns desses Antigos Mistérios e diz que ‘x’ deu origem a ‘y’ e que ‘y’ deu origem a ‘z’.

Nem todo mundo propõe a mesma linha sucessória, mas algumas são mais usadas que outras, como por exemplo a sequência entre os Mistérios Egípcios, Hebraicos, Gregos etc. (sendo que alguns ainda colocam os Mistérios Caldeus e Persas como predecessores dos Mistérios Egípcios).

A questão é que essas “instituições de mistérios” são quase tão antigas quanto as próprias civilizações (já que os pensamentos místicos e religiosos surgiam logo que aquele grupo se estabelecia como sociedade – as vezes só sendo possível se estabelecer como sociedade após o estabelecimento das diretrizes religiosas).

É claro que também existem pontos em comum entre os Mistérios (e algumas vezes houve sim uma característica ou outra que realmente veio de uma Escola de Mistérios que não era aquela), entretanto, é preciso de um pouco mais do que isso para se afirmar categoricamente que qualquer um dos Mistérios Antigos teve origem nos Mistérios de outra civilização.

Hierarquia Espiritual?O leitor mais envolvido talvez esteja se perguntando: “Quer dizer então que não existe qualquer ligação direta entre os Mistérios Antigos e a Maçonaria (ou outras Ordens Iniciáticas)?”

Não, não existe ligação direta! No entanto, vou tocar em um ponto delicado!
Quando estamos falando em misticismo, não podemos deixar de lado os motivos que levam as pessoas a pensarem que exista essa linha sucessória iniciática (mesmo que os dados não corroborem essas ideias).

Inúmeros ocultistas famosos (e de credibilidade no meio iniciático) têm seus depoimentos sobretudo fazer parte de uma organização astral onde as muitas instituições que temos, desde o passado, serem sucessórias no aspecto espiritual.

“Mas o que exatamente isso quer dizer?”

Tudo isso quer dizer que, em teoria, existe uma hierarquia nos planos espirituais e que muitos seres desses planos, já em níveis mais elevados (que podemos chamar aqui de ascensionados – ou qualquer outro nome que você queira dar), cuidam de uma série de fatores para que o nosso mundo seja “como tem que ser”.Entre esses seres, teríamos um grupo que cuida da transmissão desse conhecimento no passar das Eras e até mesmo um Mestre para cuidar exclusivamente da Maçonaria.

Dessa forma, os pontos em comum com quaisquer Mistérios Antigos teriam sido plenamente calculados para estarem na Maçonaria. Logo, enquanto os dados mostram que uma prática ‘x’ foi inserida, dentro de um ritual, apenas no século XVIII, se nos basearmos nessa ideia poderíamos dizer que o membro que adicionou esse elemento só o fez porque foi “conduzido” a fazê-lo. Sabe aquele papo de pessoas inspiradas por Deus para escrever a Bíblia? Então, é algo parecido, mas esses autores costumar relatar como essas informações chegaram até eles.

Existem casos de viagens astrais, casos de acesso aos registros akáshicos, casos de visões, casos de conversas diretas com seres dessas hierarquias espirituais e outros. Sendo que essas práticas (e outras mais) podem ser encontradas nas obras de praticamente todos aqueles que foram reconhecidos como grandes ocultistas – como Eliphas Levi, Israel Regardie, Aleister Crowley, Franz Bardon, Allan Kardec, Max Heindel, Helena Blavatsky, Papus e muitos outros (mesmo que estes não tenham falado de todas essas práticas).

Seguindo adiante, vamos falar dessa que é considerada por muitos (o que não quer dizer que seja verdade) a escola de mistérios mais antiga a influenciar a Maçonaria: Os Mistérios Egípcios!

É no Egito que, de certa forma, começamos a estabelecer o conceito mais antigo de Mistérios Antigos que vieram a influenciar as Ordens Iniciáticas em determinadas épocas como o Iluminismo e, logo em seguida, o Pós Iluminismo.

Historicamente falando, existiram Escolas de Mistério mais antigas do que a do Egito, mas alguns fatores fizeram com que esses mistérios mais antigos não fossem de influência tão grande como o dos egípcios.

Um dos motivos é pelo fato de que não se tinham muitos dados sobre esses outros mistérios na época em que as Ordens Iniciáticas Europeias começaram a se desenvolver. E o que se tinha parece não ter tido tanto apelo assim. Já o Antigo Egito, passou a ser mais popular após o período do Renascimento, que foi o Período em que se teve uma “busca pelo conhecimento do passado”.

Essa volta ao passado fez com que o conhecimento de antigamente se tornasse algo especial e importante para os novos movimentos que surgiram a partir dessa época.

Uma dessas influências é a ideia dos Símbolos (que foi bastante trabalhada através dos Hieróglifos Egípcios) e a outra foi a ideia dos Rituais/Cerimonias (que teve forte influência das Cerimônias Fúnebres e dos Mistérios de Osíris).
Hieróglifos
Os Hieróglifos foram uma mistura de símbolos e grafia do Egito e que até hoje servem como bons exemplos de símbolos e de suas influências, principalmente quando precisamos explicar qual é a proposta de um símbolo – que é o de reunir e apresentar um conjunto de ideias através de uma imagem que possa representar tudo aquilo.

Os hieróglifos são realmente importantes como exemplo porque eles nos permitem avaliar a ideia de um símbolo de forma muito metódica.

O processo de criação de um símbolo não se dá quando você pensa em criar um símbolo para só depois dar um significado a ele (ou, pelo menos, não deveria ser assim). O símbolo surge da necessidade de uma representação que se dará de forma emblemática.

É por isso, inclusive, que os hieróglifos não podem ser entendidos apenas como símbolos, pois muitos deles tinham características fonéticas (que é o que nos mostra que tratam-se também de grafia). Ou seja, eram símbolos que também expressavam sons específicos de acordo com determinada representação.
Essa mesma cultura de símbolos (dos hieróglifos) influenciou também os números egípcios, onde podemos ver os números sendo representados por símbolos que continham ideias que pudessem representar aquela grande quantidade que aqueles números representavam. Como exemplo temos o número 1.000.000, cujo desenho era o de uma pessoa em adoração/veneração aos deuses (que eram os Senhores que governavam todas as pessoas). Da mesma forma que o 100.000 era representado por um sapo (que era um símbolo de fertilidade para eles) e o 10.000 era representado pelo dedo do faraó, por simbolizar o poder.

Cerimônias
Quanto aos Rituais de Cerimônias Fúnebres terem influenciado as cerimônias da Maçonaria (e de outras Ordens Iniciáticas), cabe aqui uma explicação anterior.

Os motivos mais prováveis para que cerimônias tenham sido implantadas na Maçonaria é o fato de que elas já existiam na igreja católica e ter essas cerimônias na Ordem fazia com que o membro tivesse melhor identificação com a mesma.

Entretanto, esse era apenas o motivo para existirem essas cerimônias, mas o processo e o objetivo principal delas (principalmente no que tange a Iniciação) não tinham os mesmos princípios e objetivos cristãos.

Para os mais familiarizados com o tema Iniciação (seja com relação à Maçonaria ou a quaisquer outras Ordens Iniciáticas) não é nenhuma novidade que o objetivo do processo de iniciação é apresentar um novo mundo ao novo membro da Ordem, através do processo (simbólico, obviamente) do renascimento.

O iniciado estaria morrendo para renascer em um novo mundo com uma representação simbólica da sua morte e renascimento (como as folhas que caem no Outono e renascem na Primavera).

É aqui que passamos a ver algumas características dessas cerimônias egípcias na Maçonaria (lembrando que a Maçonaria tem vários Ritos e Rituais e, devido a isso, as cerimônias de iniciação são diferentes umas das outras – mas apenas em “forma” e não em “essência”).

As cerimônias fúnebres foram consideradas muito importantes, dentre todas as cerimônias egípcias, porque sendo a vida o maior bem que todos nós temos, o entendimento da morte, naturalmente, passa a ser extremamente crucial.
Juntamente a ela, também existiu uma outra cerimônia importantíssima, e que também tinha relação com a morte e que foi importante (principalmente como referencial) para diversas ordens e movimentos iniciáticos futuros, que foram as cerimônias dos Mitos de Osíris, também conhecidos como os Mistérios de Osíris.

Mistérios de Osíris

Essa cerimônia, comemorada periodicamente no Antigo Egito (após, obviamente, o mito de Osíris ficar mais difundido), consistia em contar a história de Osíris e apresentar a história do seu “renascimento”.

Na história de Osíris, ele foi um grande governador do Egito (?) que foi traído e morto por seu irmão Seth. Existem muito mais do que apenas uma versão dessa história (acerca de como esses eventos se desenrolaram), portanto, vou me limitar apenas a colocar a ideia principal desse evento (que foi a traição de Seth) e a busca de Isis (sua esposa) pelo corpo do marido.

Nos contos (que também divergem), após o corpo de Osíris ter sido esquartejado e espalhado pelo Egito, Isis vai atrás desses pedaços para conseguir reunir o corpo de Osíris.

O processo de juntar os pedaços do corpo (na tentativa de reconstruí-lo) para que Isis pudesse ressuscitá-lo (e daí ter uma relação sexual com ele) é considerado por muitos como a primeira mumificação (lembrando que estamos falando de um mito, é claro).

Entretanto, após o ocorrido, Osíris passa a reinar apenas no plano dos mortos (enquanto é vingado por seu filho Hórus, na terra).

Esse processo da mumificação (das cerimônias fúnebres, que colocavam o corpo em um “caixão” para que no futuro pudesse ressuscitar) e a ressurreição de Osíris (que que foi outra forma de superar a morte) foram grandes influenciadores da ideia principal de morte e renascimento que viria a ser reproduzido por inúmeras culturas posteriores, mesmo antes das Ordens Iniciáticas (e tenho certeza que você consegue pensar em algumas religiões aqui), mas que passou a ser muito importante dentro delas, já que esse é o caráter da esmagadora maioria dos procedimentos de iniciação que temos nas Ordens hoje em dia.

A Tradição e os Mistérios Egípcios

Eu usei como referência essas duas questões (dos hieróglifos e do mito de osíris) por serem questões muito evidentes e impactantes nos movimentos iniciáticos que surgiram após a Queda da Idade Média, no entanto, isso não quer dizer que essas questões tiveram influência diretamente do Egito Antigo até chegar nessas Ordens (como também não quer dizer que o Egito foi a primeira civilização a ter essas referências).

O que acontece é que, desde o advento do Renascimento, voltou-se a olhar esse passado pré-cristão e passou-se a buscar nele questões místicas que pudessem ser aplicadas e representadas na época em que se estava vivendo. Dessa forma, mesmo que o fator mais determinante para ter existido cerimônias na Maçonaria tenha sido o fato (já citado) de, por já existirem cerimônias na Igreja Católica Romana isso ter facilitado a aceitação e o trabalho por parte daqueles que viriam a se tornar maçons, o que esses maçons buscavam para dar essas explicações, de acordo com que a Ordem ia se desenvolvendo, eram as explicações acerca dos Mistérios Antigos.

Dessa forma, muitas coisas dentro da Ordem passaram a ser creditadas aos Mistérios Antigos (para que a Ordem pudesse ter um “ar de antiguidade” que parece sempre dar mais prestígio) e outras foram realmente inseridas em um determinado Ritual por ser um Símbolo Antigo e que faria referência direta a esses Mistérios (o que, naturalmente, acabava gerando – por alguns – a ideia de que a Ordem teve origem naqueles tempos longínquos, quando na verdade era só uma referência a uma tradição do passado).

Alguns não veem isso como um problema no sentido de “não poder afirmar que só existem cerimônias na Maçonaria por terem existido essas antigas cerimônias do passado”, já que a própria Igreja Católica também se baseou em cerimônias antigas para organizar suas próprias cerimônias. Ou seja, se existem cerimônias na Maçonaria devido ao fato de existirem na Igreja Católica, mas as cerimônias da Igreja Católica existem devido a cerimônias mais antigas, por que não se poderia afirmar que só existem cerimônias na Maçonaria porque antes existiram cerimônias na antiguidade? Mas isso fica a critério de cada um…

Portanto, e voltando ao foco, não há influência direta dos Mistérios Egípcios na Maçonaria (como também não há com relação aos Templários e diversas outras instituições, como sempre friso). Entretanto, não se pode ignorar que muitos símbolos, mitos e procedimentos foram adotados baseando-se nos Mistérios Egípcios e, mesmo os que não foram – mas que são encontrados nos Rituais – podem ser tomados como parte da Tradição Maçônica.

Em outras palavras, pode até não existir uma relação direta que ligue a Maçonaria aos Mistérios Egípcios, mas se eles (os Mistérios Egípcios) foram um influenciador para várias coisas que existem na Ordem (incluindo muitas histórias que aparecem nos Rituais), é importante entendermos um pouco dele no estudo da “História e da Tradição da Franco-Maçonaria”.

Muitas vezes nós lemos ou ouvimos afirmativas que a Maçonaria atual teve origem nos antigos Mistérios Egípcios.

A Maçonaria Especulativa derivou das Lojas dos Maçons Operativos da Idade Média. Não será possível aqui rever toda a História, mas a opinião Maçônica refutável é que não há fundamento para a alegação que nós tivemos nossa origem nos antigos Mistérios Egípcios. É sabido que não muitos anos atrás esta versão de nossa origem era largamente mantida entre experimentados e zelosas Maçons.

Entretanto, na certeza pode ser declarado que, para autênticos historiadores, não há nenhuma evidencia direta conhecida que possa ser aceita, fazendo a conexão.

Vejam o que nos diz Mestre Euletério Nicolau da Conceição:

“Da mesma forma como os antigos construtores procuravam suas origens fazendo-as remontar primeiro ao construtor da Torre de Babel e depois a Salomão e seu templo, alguns dos novos maçons queriam vincular sua instituição às antigas filosofias religiosas dos Orientes próximo e distante. As interpretações de origem mística acrescentadas compõem uma verdadeira colcha de retalhos simbólico/filosófica que podemos chamar de sincretismo maçônico e que foi penetrando, sendo aceito e incorporado em diferentes graus nos países para onde a Maçonaria se expandiu. O que a maioria dos autores que abordam este tema parece não compreender é que, quando descrevem os ritos egípcios, estão falando de específicas manifestações filosófico/religiosas dos egípcios, não dá Maçonaria. O que existe de comum entre a Ordem Maçônica e aquelas antigas manifestações religiosas é, em certa proporção, o método iniciático e alguns elementos simbólicos, mas a Maçonaria não constitui, de maneira alguma, uma versão atualizada daquelas organizações”.

Nicola Aslan, abordando o mesmo tema, acrescenta:

“Dentro da vasta bibliografia... constam as obras de escritores que foram buscar o berço da Maçonaria nas mais variadas e inesperadas sociedades da antiguidade, do Egito, da Grécia e de Roma. Nela encontramos obras vinculadas as hipóteses mais espetaculares, tornando a Ordem Maçônica a herdeira e sucessora dos pitagóricos, essênios, iniciados nos mistérios, albigenses, maniqueus e até mesmo templários. Contudo, são meras hipóteses que não conseguem resistir a um exame mais sério.”

http://maconariaesatanismo.com.br/maconaria/maconaria-antigas-escolas-de-misterios/
http://maconariaesatanismo.com.br/maconaria/maconaria-misterios-egipcios/
http://pilulasmaconicas.blogspot.com.br/2009/02/n-28-maconaria-e-os-antigos-misterios.html

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